Acabei de chegar
Mas preciso ir embora
Levanto as 6h
Mas minha alma chora
Preciso correr
Preciso voar
Chegar a 11,2 km/s
E da terra me libertar
Não me encaixo
Sou quadrado
Em um mundo de moldes
Sou apenas uma ladrado
Estou perdido
Sou exilado
Quero voltar para as estrelas
Onde deveria ter ficado
Me perdoa
Eu sou grato
Pela vida e existência
Mas o vazio em meu peito
Suplica pela liberdade
Me sinto preso
Fico inconpreendido
Envolto por mentiras
Que não fazem sentido
Pela janela da alma
Eu observo tudo
Mas quando posso sair pela janela
Eu me sinto em meu mundo.
Ainda estou a entender
O entrelaçamento de nossas almas
O fluxo acendente
E o rompimento de repente
Algo sem explicação
Em um quantum de tempo
Quando surgiu em minha mente
Ja fazia parte do meu coração
E você foi tirada sem pudor
Pela aquela maldita
Maldita mitologia
Que te prende cegamente
Estou sem chão
E não há deuses aqui
Há toda dor causada
Por um conto inexplicável
Como foi que te encontrei?
Um ouro raro
Em uma mina
Em Minas
Embora
Possa ver seu brilho
Não posso pegar
Em minhas mãos
Embora
Meus olhos também
Brilhem como o Sol
Depois há chuva...
Ouro raro
Raro e intocável
A luz preenche o coração
Mas o seu valor
Não cabe em minhas mãos.
Há um universo em minha mente
E um mundo em meu coração
É vazio?
Não! É profundo.
Entre ligações e enraizamentos
A minha mente se expande
Entre a compreensão e o amor
O meu peito se irradia
Mas como controlar essa mente?
Nunca para
Nada sacia
É profunda, mas as vezes confusa
Entre tantas conexões
Me desprendo
E entre novos mundos
Me perco...
Mas ainda, talves
Fora das ideias flutuantes
Tenho outro lar
A luz que pulsa em nosso peito
Onde a mente confusa parece se aquietar
Quantas vezes me perdi?
Sobre a imensidão da existência
Novos caminhos construi
Onde estava ontem?
Sobre qual solo pisei?
Na jornada das estrelas
Muitos mundos eu trilhei
Até onde vai a linha da consciência?
Quantos aeroportos tem por aí?
Se há um início e um fim
Em que parte do espaço-tempo eu vim?
Há um silêncio e
Um amor
E eles se unem
Numa dança celestial
Pairam sobre a janela
A janela no topo da cabeça
Que dão a visão ao mundo
E ao astral
Na sutileza que se eleva
Na calmaria se entrega
E nos transporta
Num plano atemporal
Como nínfas num amanhecer
Que trazem a conexão
Entre nosso mundo
O silêncio e o amor
É como a brisa que entra na janela.
Desde de sempre percebi
E por perceber
Por muitas vezes me escondi
Não queria enxergar e nem sentir
Mas o caminho que escolhi
Me fez chegar até aqui
Quase nunca tem alguém
Mas é o caminho que me faz bem
As vezes só ouço as estrelas
E só as estrelas me escutam
É como um entrelaçamento
Entre o invisível e o oculto
As vezes sinto falta
De alguém que também sinta
Sinta, veja, enxergue
Que a vida é infinita.
Eu não queria sentir nada
O barulho da chuva
Lá fora sobre o telhado
Leva com as gotas d'água
A esperança e a confiança
Sem a luz
A noite parece ter a escuridão infinita
Como um oceano
Sem ondas, mas profundo
Como o vazio em meu peito
Eu não queria sentir nada
Será que algo
Ainda vive dentro de mim?
Vou a Marte até o fim
Mesmo que Mercúrio fique retrógrado
Estou Vênus em teus olhos
Com o brilho da Lua
Até Júpiter se encantaria
Mesmo com as tempestade de Netuno
Até Saturno acalmaria