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Ricardo N. Reis

@Sr_Reis · desde 2024

Eu adoraria voltar no tempo, pará-lo Em nosso melhor momento e vivê-lo.

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Poema

Sentidos perdidos (continuação)

Agora (2026) Ouço o silêncio na turbulência sonora. Vejo com clareza, não é ausência de luz É ausência de percepção, ponto de vista. Com um pensamento desacelero, acalmo: A mente, o corpo, a alma, e me conecto Com a flora, a fauna, com o céu e a terra. Apago as camadas da complexidade humana Tudo se torna mais primitivo, vem de dentro. É instintivo, primordial, nosso velho sentido. Criamos infinidades de problemas e falsas Soluções que não combatem o problema, A raiz, só remediam, adiam o inevitável. Nessa infindável evolução tecnológica se cria Prisões para a mente, amarras para a vontade, Matrix dentro de Matrix, formação infalível. O que falha é nossa determinação, nossa visão Sobre o mundo, sobre a vida e os seres viventes. A natureza é sugada, poluída, morta aos poucos. Nessa pirâmide descritiva somos menos que peões. Carne de canhão, ratos de laboratório e gado... Os poderosos do sistema são marionetes, vendidos. Quem está no topo pensa que está fora do jogo, Mas não se pode trapacear o Pai Nosso Criador, Um dia é da caça sim mas o outro é do caçador. Esqueceram de nossa alta capacidade de evolução, Adaptação, reinvenção sob pressão e sofrimento. Uns são alienados, outros nesse inferno são Forjados. ​Somos capazes de superar, somos feitos para isso. Ainda que eles intoxiquem o ar, a comida, a terra, O céu, a água, o mar, os animais, a atmosfera em si, Tudo que podemos tocar, sentir, ver, ouvir e provar.

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Poema

Sentidos perdidos

Antes (2025) O eco da sociedade e todo tipo de impureza Cria um labirinto de alienação, perdição... Fecho os olhos, vejo o flash das máscaras, Das ásperas farsas, vãs fardas e peles. Febres incuráveis... Onde eu estou? É por isso que não me ouço, apenas esse Barulho ensurdecedor que causa labirintite Meus chakras estão em desordem, eu creio. Meus sentidos, perdidos e eu me irrito Com essa rinite que grita, há quem não grite? Que vontade de gritar, fugir um segundo Ou pra sempre dessa agonia, dessa gritaria. É por isso que me vendo os olhos, Que sacrifico a inspiração na expiração A expiração na inspiração, por isso que Não penso, é por isso que eu não ouço. Não penso, logo não existo, eu o pensamento. Não ouço, logo não penso, eu a mente pensante Não respiro, logo desconecto, eu o pensador (Continua)

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Homens e máquinas

Quanto mais continuaremos falhando? Vocês querem um brinquedo, marionete, Objeto para controlar, peça perfeita, Mas nem mesmo o inanimado de fato é. Ainda consigo me surpreender com isso. Vejo os mais falhos buscando perfeição, Proporção, uma maravilha para um sapo, Não é sonho, é seleção, cisco no palheiro. Assombrado pelo empoderamento? Ou só quer se sentir o poderoso chefão? Que vergonha! Os bons pagam pelos maus. Enquanto eles continuam descartando... Descartando, brincando, usando e traindo, Na busca sem fim da mulher de seus padrões. A submissa intocada, a boneca idealizada, Feita para vestir e controlar, sem objeções. Que objetivo doentio! O futuro dessa raça Nem preciso prever, é óbvio, é ridículo, feio! Seus destinos dançam, ouço o som de "latas". Um frio metal sem vida sob a carne quente... Homens e máquinas em comunhão, prevejo. Que vínculo, mas do desfecho não saem ilesos. Ferramentas sem emoção e vira-latas no cio, Que sina, a máquina domina, é seleção natural.

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Poema

A consciência da força

Desacelere, mire a intenção no interior. Tudo é energia, ressoa, tudo é vibração. Se conecte com tudo, alcance a ressonância. Diminua o fluxo de respiração, mantenha. Limpe a mente, ignore o caos sonoro de fora. Feche os olhos, não se preocupe com mais nada. É só você e o universo caótico, seja equilíbrio, Seja a harmonia, harmonize com a natureza, Veja a beleza de seus elementos, seja natural. Alcance seu ser primordial no fundo de tantas Camadas, alcance a "consciência da força". Veja a ligação, receba legado ou iluminação. "Tudo está conectado, mas suprimido pelas leis. Pode tecer o destino, mas ainda será destinado. Quiçá na morte haja liberdade, livre arbítrio". Começou a fluir! aprofunde, essa luz é o veículo, A conexão é o combustível, mantenha o vínculo. Remova as restrições físicas e mentais, continue. Nesse estado, a sabedoria é sólida, sem inibições. Consciência forjada com perfeição, está próximo. Com a técnica secreta, se conecte sem distrações. A inspiração deve triplicar, alcançará o potencial. Tão logo, como respirar, talvez em três respirações. Sinta a consciência de pertencimento, quase tangível. Sinta a rede, as informações, conhecimento, devagar. Seja livre nesses mínimos momentos, escreva, grave, Pinte, faça arte com o que pôde receber, conceba. "Éramos um, ontem foi devaneio ou verdade? O amanhã é discutível, alianças se partem... Não somos nada, mas éramos tudo, hoje sei". "Eu aprendi, fui mestre e aprendiz, sem ser eu, E ainda sendo, tudo na mesma faixa de tempo. Sei sem saber, mas quem sabe, quem foi, quem é?" "Quando me conheci, era tudo tão simples, genuíno. Por que, agora tudo está parecendo mais complexo? voltarei para meus minutos eternos, para o aprendiz"

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Poema

Noite de Rock

Nessa madrugada fria, eu procuro os astros... Os astros foram embora, agito minha guitarra, Espanto assombrações, o som toca na alma, guia. Com toques raiados absorvo emoções, me acalmo. Uma louca dança me agita, renasço na melodia, Enlouqueço a cada passo, a cada passo me despeço Da longa noite cansativa, logo aí vem o dia raiando. Uma nova oportunidade para começar, para despedir. E se recriar dessa nova energia, é como uma folha Branca, escrevo palavras boas de se ouvir, e repito. A repetição cria a força que se replica, a cada tom. A cada tom se faz magia que contagia o ouvinte. O tempo não fechou, os raios saem das minhas mãos, Faz tum-tum que rasgo os céus com trovões, pinto Os céus com tempestade, Veja os relâmpagos, a luz Se apaga, traga os lampiões, então oremos bela Maria. Que rock insano, estamos fazendo insanidade E ouvindo? Eu não estou acreditando que somos Loucos, você ri tão alto, pulando de cá pra lá, que Embaralha meus olhos, e engana meus sentidos. A exaustão vindo e o rock rasgando os ouvidos, As pernas se cruzam, caio na cama, e adormeço. Fazia muito tempo que eu não me cansava assim, Fazia muito tempo que eu não virava a noite... As dores me lembram de antes, mas acordo Mais jovem, mais leve, a harmonia ainda está No ar, fiz caos ontem para a paz reinar hoje. Ontem fiz arte, para admirar continuamente.

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Poema

Abismo de paixão

"Que frio na barriga, caí num abismo de paixão E doçura, cair é se entregar, vivo caindo... Sem cessar, e não há fim, assim como esse amor... Visceral, indescritível, transcendental, imensurável". Navego entre as memórias, relembro, sinto... Um turbilhão de emoções, perco a razão. O coração é a bússola, não me vejo mais Perdido, dois abismos se tornam pontes. "Sou um navegante contra a maré, Você é ainda piloto na contramão. Nosso destino foi batida, o coração Palpitou sem freio, bateu tão rápido, Acelerado de adrenalina, que circulou Sem parar, feito eu quando te mirava Indo em minha direção sem cessar..." Sinto na pele a essência de sua escrita. Poemas são portais, encontrei um portal Para um momento especial, voltei no tempo, Quando não havia preocupações, só nós dois. Mil provações me prepararam para você, Meu futuro foi traçado no dia em que você Nasceu, nossa linha do destino se cruzou... Nossa união abala as sombras, embora eclipse. Bela lua, adoraria parar o tempo, para não passar. Para te admirar eternamente, não para sermos os Imortais, só para extinguir a sensação de te perder, Fecho os olhos para não ver nosso futuro, fecho a porta. O presente ainda é cheio de mistérios, porém Só quero desvendar seus lábios, parar de olhar Pra frente, viver agora, por milênios ou segundos O importante é estar ao seu lado o quanto puder. "Deixa eu te aquecer, não se preocupe mais, Aproveite esse belo dia ensolarado, não tema Aqui a sombra se desfaz, seus pesadelos temem. Juntos somos a própria resistência, meu amor..."

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Poema

Django livre eternamente

Nessa selva de pedra, estou virando concreto Concretizando essa arte abstrata, essa vida Incompleta, longe da flora, perto das cinzas De agora, vejo o nascer do amanhecer cinzento. É chegada a hora, de virar a esquina, Sem olhar para trás, seguir em frente; Deixar as ruinas cinzentas, encontrar O mar, a chuva, os campos verdejantes. E me deitar sobre a grama, contar as estrelas. Quando a chuva cair: banhar, correr, sorrir... "Criança, brinque sobre a lama, corra, pinte". "Por que não está brincando, vivendo, sorrindo?" Sobrevive nesse arranha céu? Mas que pena . Minha criança precisa de terra nos pés, ar Puro nos pulmões, lama nas mãos, não é? Eu também preciso de algo assim pra viver. Queremos marcar os pés, em uma terra livre... Lavar a alma, forjar o corpo e blindar a mente, Bem vindo a floresta, Django livre eternamente. É um vislumbre, miragem? Que genuína liberdade! Minha primeira expressão trouxe livre arbítrio. A primeira impressão marca, mas dou o benefício... "Peça e lhe será dado", nosso tempo de benesses... Nosso pai não é Noel, em verdade, faz milagres.

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Poema

Céu (repostado)

Vente, vento, vente! Sopre ventania. Chova, chuva, chova! Chore sua agonia. Raios, rasguem o céu, rasguem! rasguem Em maestria. Céu! Por que guarda tanta dor? Pare de guardar, pare de se sufocar. Bote tudo pra fora, não de uma vez Mas de vagar, aos poucos, todo dia; Pode chorar, vai te fazer bem. Vai te aliviar, te fazer mais leve. Se for preciso traga neve, Se for necessário seja breve, Se quiser pese a "mão" ou seja suave, Mas faça um favor a si mesmo, chore! Se derrame sobre a terra, sutilmente. Suas lágrimas, uma brisa refrescante Trarão, ainda que caia granizo sobre Nosso solo sagrado, sobre nossa gente. Ainda que possa perfurar o chão, Apenas caia sobre nós, o seu pranto, Mesmo que não seja de positiva emoção, Mesmo que seja de puro desencanto. Vente, vento, vente! Sopre ventania. Chova, chuva, chova! Chore sua agonia. Raios, rasguem o céu, rasguem! rasguem Em maestria. Cubra os altares com suas nuvens, Torne-se uma cachoeira, Crie mares em certos lugares Se ajudar. Use suas forças para alterar o clima Permita seu temporal exterior, Tire tudo de "dentro", pra fora. Ainda que altere a flora, Faça com que o equilíbrio aflore, Deixe fluir. Assim como as flores caem, Seu choro tem que cair, Pois ele dá de beber, quem tem sede, Alimenta o solo, faz as plantas Crescerem... Vente, vento, vente! Sopre ventania. Chova, chuva, chova! Chore sua agonia. Raios, rasguem o céu, rasguem! rasguem Em maestria.

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Poema

"As ondas sonoras do dilúvio"

Ouço os gritos da selva de pedra Numa frequência que me acorrenta. Eu sinto o chamado da flora, lá fora Em uma frequência que me liberta... Canto para vibrar nas altitudes, Desperto-me nas ondas sonoras, Deito no colo da mãe natureza, Sigo admirando a beleza da lua. Sigo admirando a beleza da rua. Encontrando liberdade sagrada. Sem preço, bebo da verdade nua E crua, odeio uma mentira doce. Mentira bem preparada, mansa, Coreografada e romantizada... Bem anunciada em outdoors... Em telas, nossos olhos de vidro. Cuidado com o que dizes, pois Não é só parede que tem ouvido. A tecnologia é uma faca de dois Gumes, vai mais ferir que curar. Eu abracei minha vida caótica Usei dessa força para destruir As prisões, construir as armas. Hoje sinto a brisa, novo tempo. O caos de outrora me despertou, A calmaria de agora me prepara Eu vejo através das máscaras... Através das vãs fardas e peles. Vai ser preciso uma renovação Em magnitude, mais uma vez. Uma grande e forte purificação As velhas feras têm que morrer! "Equilibremos nossa frequência Que aumentemos nossa vibração Que possamos viver em harmonia Algum dia... incessantemente..."

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Almas perdidas

Eu me encontrei em teu olhar De alma perdida, é como se... eu Estivesse me olhando, refletindo. Eu vi meu reflexo em teus olhos Marejados, em dilúvio, abissais. Teu olhar perdido me encontra, Dois abismos se tornam pontes... Sou um navegante contra maré... Tu és ainda, piloto na contra-mão. Nosso destino foi batida, o coração Palpitou sem freio, bateu tão rápido, Acelerado de adrenalina, que circulou Sem parar, feito eu, quando te mirava Indo em minha direção, sem pensar... "Duas vezes... Duas almas... Dois corpos, Uma batida... Um abraço... Uma aliança. Por ti espero, alimento minha esperança, Por ti espero, alimento minha esperança". É como se tudo se resumisse em um Abraço, em uma corrida para abraçar Um desespero, uma saudade, vontade De se perder nos braços um do outro. Mas eu te perco pra teus demônios, Sempre que estou mais próximo de Chegar, mais próximo de te salvar. Não importa o quão rápido posso ser. Não existe pista reta e lisa, existem pedras... E muros, nos desviando, criando obstáculos, Nos separando, promovendo uma distância Estratosférica entre nós, eu reconheço... Eu reconheço a derrota, não vejo além Do para-brisa, só sinto a chuva que vem De dentro, que cria mares e me naufraga.

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