SENTIMENTOS
Eu amo poder sentir emoções sem controle de nada. Ao mesmo tempo, odeio coisas que não controlo. Eu me alegro em alguns momentos e dou risada. Em outros, me entristeço e com isso eu choro. Eu gosto da ideia da saudade dos momentos bons. Detesto a ideia da saudade desses mesmos momentos. No final, tudo depende do nosso estado na hora, como lidamos com a mesma saudade ao longo do tempo. Os sentimentos têm dois lados, com a mesma importância. Às vezes precisamos de um, outrora outro valha mais. Entretanto, todos têm seu espaço e seu lugar em nós, e, quando pensamos neles, deixam de ser tão reais. A ideia linda e horrível de sentir sem saber o que se sente. Do ódio incontrolável que ora nos fecha e nos prende... Da felicidade que sentimos e vai passando naturalmente... Da dor que não vai embora e muitas vezes ninguém entende. Nós somos conjuntos de emoções conflitando com a razão. Sentimos isso, pensamos naquilo, analisamos a situação, e com ela sempre terminamos com a exata questão: Será que agi certo naquela hora? Geralmente, não. E talvez seja esse o cerne de todos os nossos problemas. Se a gente não sentisse, erraria menos no final? E se a gente não sentisse, resolveria tal dilema? Melhor não sentir e agir da maneira mais racional? Talvez sentir realmente seja assim, ora bom e ora ruim. Sentir, sem nem perceber, também é algo especial. Sentir faz parte de quem nós somos, da nossa essência, então sentir sem culpa talvez seja a melhor coisa, afinal.
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