Minha criança
Na iminência de perder a paciência comigo mesmo. Antigamente, nos momentos em que tudo parecia desabar, eu me abraçava e autodeclarava apoio, segurava a mão da minha criança interior. Pensava com resiliência Parece que agora essa criança se recusa a crescer e não sai do lugar. Se comporta como um feto que não deseja vir ao mundo, forçando um aborto. Me sinto um adulto sem alma, abandonado por sua infância, vazio. Tanta dedicação, tantos sonhos, mas nesse momento não consigo acordar de um desastroso sono.
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