Isso que fica no meio
não é bem amor. também não é nada. é só esse nó que dá quando você fala comigo e eu sorrio como quem não quer nada demais. mas queria. às vezes penso que se eu falasse tudo estragaria o pouco que já tenho: sua presença leve, esse jeito focado de me fazer ficar. então finjo costume, finjo que não espero que você repare quando fico quieta demais ou quando olho por tempo demais e depois desvio rápido, como se o chão fosse mais interessante que você. (e nunca é.) é estranho querer tanto sem poder mostrar. mas mais estranho ainda é o quanto isso dói sem ninguém saber.
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