Eu costumava te querer
Estava em nostalgia, e me vi naqueles dias. De quando nos vimos a primeira vez, O seu olhar, seus cachos, sua pele. Lembrei de quando nossos grupos se juntavam, e quando nos esbarravamos nos corredores. As colunas, a mesa, o pátio Aquele sol ardido de verão a inverno. Passei a pensar em mil maneiras de como ficariamos juntos. Sabe aquela meia noite em que te mandei aquele texto? Era sobre o que você amava, e como gostava mais do que eu gostava. Aquilo foi estranho, do nada pensei em ti. Eu imaginava mil cenários de como fazer pra você ser só minha Andava tropeçando a medida que caminhava, até que decide correr e cai. Meus sentimentos presos em uma gaiola como um passarinho, que não podia nem cantar. Meu peito rasgou e eu chorei, e percebi que não era coincidência, você sempre na minha mente. E a cada vez que a via naqueles corredores, tudo parecia tão pesado E de alguma forma esfriamos, na verdade você esfriou, me ignorou Como alguém que não me conhecia Você não me olhava. Eu não entendia Eu imagina mil formas de ter seu olhar, a sua atenção Mas nunca estive preparado para um não, O tempo passou, e o coração em angústia. Lembra quando eu disse que te escrevi um poema e te entregaria? Aqueles sentimentos jogados no papel, uma declaração de dor, amor, ardor. No outro dia quando cheguei na porta, você estava naquela mesa, naquele pátio imenso, muitas pessoas ao redor, e... De longe seu olhar encontrou o meu Como? E derrepente fui corvarde, eu tremi, e postergava a entrega E ele se passou um mês na minha mochila. Até quando vi vocês dois juntos, e derrepente tudo fazia sentido, o quanto você mudou e o modo que agia. Meu Deus, evitei tanta dor. E queimei o poema enquanto chorava no quintal, apenas a luz do fogo e o vento tragando meus sentimentos naquela noite. E cinzas. Eu derrepente passei a pensar em uma forma de te esquecer.
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