Emanuel @Schopenhauer

VII

Já nas asas mórbidas da triste poesia, Sem rumo Atiro-me ao chão como um pássaro sem ninho Caindo aos pés de uma donzela. Cujos lábios cor de jambo, atiça os sentidos Cuja pele como a neve brilha E envolvendo-me como um manto seus negros e sedosos cabelos acalentaram-me No dulçor do seu olhar sou cativo e me perco Tu fitas ao longe como um oráculo do destino, sabendo talvez um segredo por muitas eras guardado, mas que só em teu coração habita! Ó, doce dama, meus ossos, tão frágeis, doem em demasia pós a queda Porém mais ainda dói o meu coração que por longo tempo contemplou sua ausência Quisera pedir aos céus um instante de sua piedade e tranquilamente desfalecer ao seu lado - Emanuel Jaz em teus pés admirado,

Comentários · 1

  1. Nilza Poetisa

    Lindíssimo poema. Um lirismo exuberante 👏👏🌱🍀