Quem dera
"Quem dera que Deus cumprisse o desejo do meu coração e me desse aquilo que espero"... Outrora mal se percebe uma luz ao fim do túnel, Nem se encontram castigados os meus caluniadores, Outrora, minha esperança foi se tornando verde escuro, Outrora, as árvores não balançam mais. Onde está a minha alegria? Pra onde foi meu contentamento? De maneira alguma aceitarei viver no mar do sofrimento, Tendo em vista as verdades que habitam em mim, Mas que só eu vejo, Se ir embora não é possível, Me vejo na constante aparição, Quando na, na verdade, queria sumir, Sumir do mundo, sumir de mim mesmo, Que constantemente se cobra em meio ao relento do deserto que vive. Mares e desertos, ventanias e furacão, Elementos da natureza que expõem uma verdade dura de silenciar. Mas que liberta ao ponto de me fazer lutar. Nada é em vão, Nem a guerra e nem a paz. As torres se chocam porque haveriam de se chocar, As folhas caem porque haveriam de cair, Mas que aquilo de bom que foi levantado, permaneça. Ass: Sara Ferreira
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