Ouvi Dizeres!
Ouvi muitos dizeres: "esquece quem você ama, há bem mais mulheres, você deve continuar"; aqueles, fazem o número um valor que não existe, não quero número, quero valor e dizer para esquecer e me satisfazer em corpos que não me têm o coração, comigo não; nenhuma pessoa cura o amor, aquele amor não é doença, se queres tratar assim, achar outra pessoa, como quem procura um remédio; isso não é amar, é usar quem não tem coração machucado para machucar. É por isso que fiz uma promessa e se não der certo, eu volto escrever; mas minha promessa vai acontecer, mesmo que ninguém mais possa ler, logo eles vão ter que me ler; vão saber que aquela menina que dizem para mim esquecer, é minha vida e minha gratidão; aquele ódio que sentem quando se afastam; aquela cura que querem achar: eu acho em gratidão e se não der certo, eu aumento o amor, faço do ódio mais amor e minha dor mais bela; ela é as lágrimas e o sorriso, aquela que eu sobrevivo para ela viver e você vai ver, que o importante é o meu cuidado com ela e por ela, eu me faço poeta, entre o tempo e a memória eu descrevo nossa história. Que loucura, eu posso me superar a cada verso; onde sem caneta uso o coração, sem visão uso a imaginação; quando não posso te tocar, eu posso sonhar, se ainda estou vivo, te faço viva em mim; nós somos quem o destino separou, mas aquela linha, ninguém mais pode vê; como poderiam me entender, quando querem que eu tente te esquecer; mas se tentaram me deter, se quiserem te machucar, sinto que posso matar aqueles que tentar; sempre será nós dois, mesmo que nada mude, eu sempre volto para te escrever: o destino que nós estamos juntos.
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