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Cultivo nas bordas da noite a tentativa falha de te ensinar a ler (mal de pedagogo). Cultivo as mil maneiras do be à bá porque desejo profundamente que possa provar dos frutos. Considero o trabalho feito, te convido ao sarau, você que fingiu aprender, tropeça nas letras e ignora as vírgulas, fala como um faminto desesperado, come parte de mim antes que eu declame. Maldito seja o dia que pisei na poça da gentileza, areia movediça. De tanto ajudar o coitado, tomei seu lugar. Mas não me enterro, sozinha saio de onde fui posta, como um cipó, os verbos que li interligam-se, duplo nó na árvore, já estou de pé. O ignorante chora, implora. E o cipó mantém sua forma "sairirfugirretirar" corda comprida que me tirou dali, de dentro da areia, de perto dele.
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