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Raquel Evy

@RaquelEvy · desde 2024

8 poemas 7 seguidores 5 seguindo

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Drama

Nó da garganta

O nó na garganta É de aceitar minha insignificância Cuidar do corpo e da mente Viver o presente Escolher um caminho São coisas que entram em conflito Coisas que enraizam na minha vida A dor de cabeça A pressa Que me condena O controle que eu nunca tive E busco incansavelmente Sobre minha vida

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Drama

Copo d'água

As flores se mantém vivas E o noticiário continua sendo transmitido A chuva cai com calma la fora E os ciclos se encerram Não parece nenhum apocalipse Meu estômago não aguenta a quantidade de água no copo Eu engulo porque não quero me afogar Mas continuo com sede E não posso me afogar Ou seria destinado a trágica ocorrência

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Amor

Banquete

A fascinante matemática e todos os seus cálculos não puderam contar o quanto eu te amo, muito menos a ciência , o quanto eu te desejo, que além da razão eu vi amor. Me fizeram de louco , falaram que era irracional mas minha forma mais ingênua de minha humanidade fazem parecer tão claro e objetivo quanto a contração de meus músculos, me maneira quase espontânea , ao beijar seus lábios com ternura, mas ainda maior que a carne degustação de admirações, cada palavra tua , mesmo ao olhar você nua seria desperdício te devorar por inteiro, por isso Faço questão de te dividir por partes E saborear com desejo, e além de corpos físicos, posso amar sua alma. Minhas poesias são dramáticas Mas além da alegria independente , Estarei ao seu lado nos momentos de dor e raiva E em minhas palavras e principalmente meus atos você tem minha lealdade, te amarei incondicionalmente.

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Lágrimas

Carta de um algo

A dor no meu peito é incerta Minha garganta doi como se eu estivesse engolindo navalhas Em um olhar frio e desprezível no espelho Os hematomas na minha pele A vergonha tomava conta dos cômodos Como se estivesse mergulhada em um lugar de silêncio Seus beijos me deixam confusa Seu sorriso já não me faz sorrir Com aquela risada contagiosa Me pergunto se me perdi Ou se você era quem eu realmente pensava Vejo no favor de beijar suas fortes e tão pesadas mãos Quem mais vai me amar? Se não vivo mais Trancada Enjaulada como um pássaro capturado que acaba de ver que o perigo que tanto assobiam em árvore em árvore Era realmente verdade E a verdade dói Perdi minha imagem minha coragem Não tenho mais rosto Não tenho mais voz Não tenho mais liberdade E o pior E que eu ainda o amo Eu acho Talvez só tenha mentido pra mim Talvez só esteja em desespero

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Lágrimas

Instabilidade

A vontade incansável de me manifestar Se enraiza em minhas entranhas E por fim me deparo ao um abismo Enquanto o desespero me consome Chegando cada vez mais perto de desabar Os prazeres dilaceram meu coração E no final não há sentimentos Nem ha quem amar Apenas lhe resta sofrer de seus feitos E no final a morte te espera com a cova que você mesmo cavou

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Lágrimas

Meu funeral

A minha mediocridade se afirma pois sou incapaz de compreender os valores da vida. A consciência me consome a culpa se enraiza Meus erros se repetem E me vi morta Se não há equilíbrio entre a razão e os sentimentos Um dos dois vai acabar te matando Meu fim acaba do jeito mais belo e poético Aonde me afogo em meus vícios e deixo de existir Para que meus sentimentos sejam genuínos Meu suicídio

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Lágrimas

Dor de ser

Esqueci não sei nunca soube Onde foi onde está onde ocupa Minha dor minha culpa e minha falta Se confortável e dolorosa é Se não haver problema Onde resolver Onde me enterrar Poupe-me meu sofrer e acabe com minha sede de viver Preencha tudo oq estiver vazio Afastar-me de tudo oque finge encher Adoecida estou e sou obra do meu próprio fazer Do meu pensar e do meu viver

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Lágrimas

Humano hipocrita

Hipócrita seja meu suicídio O deixar de viver Não acaba com meus batimentos cardíacos E a dor que já arde no meu peito Se acrescenta A inutilidade e perco minha essência Lentamente a dor se espalha Ocupando todas as paredes e os tetos Preenche cômodos mas nunca meu interno Um vazio fragmentado se torna gigantesco Perdida estou nesse vasto sofrimento Sozinha e ferida sangrando até o meu apodrecimento Minha vida se torna um fardo O existir não me cabe mais Meu corpo esta cansado E minha mente só vê os momentos finais A culpa está me matando Mas parada não chego longe A tentativa do outro me dói tanto Ainda persistem mas não sei aonde Porque dentro de mim eu já desisti Mas a fome pela vida ainda se esconde

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