Poetinha_Dah @PoetinhaDah

A poesia que eu gritava.

O meu amor por você era a poesia que eu mais gritava. Às vezes até pensava, pensava em gritar, gritar, gritar. Aquietava, gritava. Aquietava, gritava. O que adianta? Olhava-nos nos olhos e gritava menos que eu gritava. Tantas vezes você elogiou meu olhar. Toda vez que eu olhava para o ar, perdia o olhar. Toda vez falava daquele brilho do ar, que olhava e lembrava do meu olhar. Por que elogiava? Elogiava meus olhos e, mesmo sabendo, fazia-nos chorar. Queria te amar, queria poder te sentir, queria poder lutar, queria poder ganhar da luta. Eu queria simplesmente me apaixonar, e você só queria simplesmente me amar. Não teve erros, não teve discussão, não teve nada. Teve amor, teve paixão, mas não teve esforço. E talvez, como camaleões, talvez precisávamos de mais amor, precisávamos de mais lutas, precisávamos de mais entendimento. Mas, entre todos os acontecimentos, nos falta entendimento. Talvez, se a gente juntasse tudo em uma só poesia, gritasse mais que o silêncio, contasse ao mundo todo o amor que havia, que nos havia. Talvez tentássemos de novo. Talvez lutássemos mais. Se não fôssemos como o sol e a lua, distantes, mas se amando. Talvez dávamos um jeito de formar nosso eclipse. Nem todo amor vive de uma só ilusão. Nem todo amor vive de uma só paixão. Mas todo amor vive de uma só decisão.

Comentários · 1

  1. Poetinha_Dah

    amo desabafar na poesia.