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Pedro Pasin

@PedroPasin · desde 2018

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Limite

Pesa-me o coração, Que cada vez mais cheio, Desata em rios emaranhados Que implodem de emoção. E se cala, minha boca, trêmula; Minha garganta estreita-se. Minha cabeça se acaba em fábulas, Enquanto meu peito se enche em êxtase. E quando não há mais de aguentar, A barragem se rompe em lágrimas. Meus muros se tornam caminhos, E meus tormentos, lápides.

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Encontrei-me

Quando o ponteiro não anda E meu peito corre Meu tempo para E meu amor escorre E eu, deitado, levanto Não mais em prantos Quando a tristeza morre E assim, Nasce em mim um sentimento sem fim E eu com sorte Esquecendo minha morte Me lembro de mim

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Memória vívida

Carente, sopram os lábios clamantes E adornam-se da mais brilhante luz, Com toque suave, doce e breve, Mas lento e imortal, E eu choro silenciosamente, Com você na mente, no pensamento E meus olhos entreabertos, Com ninguém perto. Não fosse ávido E minha memória vívida, Não sentiria tais relapsos seus

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nenhum³ faz² Não¹ sentido⁴

Vivo enquanto escrevo, Tenho data de validade, E escrevo enquanto vivo, E registro minha vaidade. E acabava, Mas me socorria, E chorava enquanto sorria Um tormento, E então, morria por um momento Fuga, fujo dessa vida fugaz Minta, mas não muito, ou talvez mais Ou sim, ou não, mas corra, morra, sagaz Use e abuse, e até me confunde O que não me afeta mais Laços, entrelaçados, que entrelaçam sonhos, Medonhos, melancólicos, não diria sensatos, Mas embebedados em sóbrios devaneios Nunca lúcidos, mas perdidos, vagos, amarrados em solto fluido no qual permeio

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À caminho do inferno

Pendem Pés molhados E choram, Enroscados Nos que morrem Em busca de salvação E caminham, esperançosos, Pelos caminhos lamosos De almas orgulhosas À caminho do chão E o inferno espera Gritantes almas ferozes Puxando pés andantes Que se empurram em vão

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Morte no espelho

Caída chora, carente releitura minha E me implora, na caneta e na linha Que o que eu faça em fim seja definido E agora, tombado e reerguido, Revirado em chamas, Nos buscam Anjos Caídos

Amor

você

Brilhante, Tu és lua em chamas. Te fitam, Meus olhos semicerrados, Ofuscados e Ofegantes. Teu fogo me queima Distante Derrete cada pedaço De sentimento acumulado

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viver vividamente mórbida vida

Eu peco E eu peço Que eu não peque. Meu raio de sol se apagou, E minha cabeça quase cede, No mundo em que não sou. Peço que eu viva E vivos viveremos vidas vividas, Juntos, minha estrela preferida No viver que sempre sonhou

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Chama

Consome-se a chama, Azul pulsante, E se expande, violenta, ao ar E como água, me escorre E chora minh'alma, Que enquanto não morre, Me salva

Último abraço

Escorre-me meu sangue Vermelho vinho Meu corpo morre O sangue pinta nossos rostos Pálidos olhos fixos, Mortos movimentos rígidos Que perpetuam nosso abraço