Pesa-me o coração,
Que cada vez mais cheio,
Desata em rios emaranhados
Que implodem de emoção.
E se cala, minha boca, trêmula;
Minha garganta estreita-se.
Minha cabeça se acaba em fábulas,
Enquanto meu peito se enche em êxtase.
E quando não há mais de aguentar,
A barragem se rompe em lágrimas.
Meus muros se tornam caminhos,
E meus tormentos, lápides.
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Quando o ponteiro não anda
E meu peito corre
Meu tempo para
E meu amor escorre
E eu, deitado, levanto
Não mais em prantos
Quando a tristeza morre
E assim,
Nasce em mim um sentimento sem fim
E eu com sorte
Esquecendo minha morte
Me lembro de mim
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Carente, sopram os lábios clamantes
E adornam-se da mais brilhante luz,
Com toque suave, doce e breve,
Mas lento e imortal,
E eu choro silenciosamente,
Com você na mente, no pensamento
E meus olhos entreabertos,
Com ninguém perto. Não fosse ávido
E minha memória vívida,
Não sentiria tais relapsos seus
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Vivo enquanto escrevo,
Tenho data de validade,
E escrevo enquanto vivo,
E registro minha vaidade.
E acabava,
Mas me socorria,
E chorava enquanto sorria
Um tormento,
E então, morria por um momento
Fuga, fujo dessa vida fugaz
Minta, mas não muito, ou talvez mais
Ou sim, ou não, mas corra, morra, sagaz
Use e abuse, e até me confunde
O que não me afeta mais
Laços, entrelaçados, que entrelaçam sonhos,
Medonhos, melancólicos, não diria sensatos,
Mas embebedados em sóbrios devaneios
Nunca lúcidos, mas perdidos, vagos, amarrados em solto fluido no qual permeio
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Pendem
Pés molhados
E choram,
Enroscados
Nos que morrem
Em busca de salvação
E caminham,
esperançosos,
Pelos caminhos lamosos
De almas orgulhosas
À caminho do chão
E o inferno espera
Gritantes almas ferozes
Puxando pés andantes
Que se empurram em vão
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Caída chora, carente releitura minha
E me implora, na caneta e na linha
Que o que eu faça em fim seja definido
E agora, tombado e reerguido,
Revirado em chamas,
Nos buscam Anjos Caídos
Brilhante,
Tu és lua em chamas.
Te fitam,
Meus olhos semicerrados,
Ofuscados e
Ofegantes.
Teu fogo me queima
Distante
Derrete cada pedaço
De sentimento acumulado
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Eu peco
E eu peço
Que eu não peque.
Meu raio de sol se apagou,
E minha cabeça quase cede,
No mundo em que não sou.
Peço que eu viva
E vivos viveremos vidas vividas,
Juntos, minha estrela preferida
No viver que sempre sonhou
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Consome-se a chama,
Azul pulsante,
E se expande, violenta, ao ar
E como água, me escorre
E chora minh'alma,
Que enquanto não morre,
Me salva
Escorre-me meu sangue
Vermelho vinho
Meu corpo morre
O sangue pinta nossos rostos
Pálidos olhos fixos,
Mortos movimentos rígidos
Que perpetuam nosso abraço