Engano
Engano Meus olhos viu o fogo da paixão, inferno de delírios, coração sem freio: era você, uma demônia de pele dourada, e tu samba na ponta do pé e me consumindo, estou apaixonado. De repente, aquela visão levou meu sossego e meu extinto de amante; já entreguei minhas armas, você não mais saía dos meus olhos, agora quero teu corpo. Eu já faço parte desse inferno que quero, porque não mais vejo outro corpo, não toco em outra pele dourada; na chama que não apago, eu vivo febril e tenho a ilusão da sua chegada. A lua ficou lá fora e eu evito caminhar sem certeza; o ar das manhãs diminuem este fogo sem amarras, que controla este impulso que me faz seguir em teu encontro. Meus olhos viu a luz do amor, paraíso de delícias, coração com bússola: era você, um anjo de pele dourada, e tu samba na ponta do pé e me consumindo, estou te amando. O tempo me curou, remédio que tira a dor; o fogo da paixão se apaga, estou limpo, sem vício dos amantes, e você volta: agora meu coração, te olha, bate com ritmo harmônico, você é um anjo. Meus sentimentos sem cadência via o inferno da paixão, o desejo sem amor, tudo era uma ilusão de amante; sinto a mesma euforia em ver-te agora, sem loucura, só paz e sincero amor. Meus olhos viu a luz do amor, paraíso de delícias, coração com bússola: era você, um anjo de pele dourada, e tu samba na ponta do pé e me consumindo, estou te amando. R. Paulino
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