Silhueta
Silhueta (versão final) Você me beija, é último acústico de um entrelaço, de um tempo de subjugação de um amor. Vejo uma silhueta, quase sem forma, era para sempre, e um vazio, mais que um quarto sem seu sorriso. E asas de aço levando o que era amor, e deixava o que era dor, para que experimente o corpo sem seus carinhos. Agora sou pano no chão, que retém pegadas enlameadas do descaso de quem caminha no monólogo do agora. A doçura virou numa alquimia: azedo, fel corrosivo, incompreensível... do que me faz? também deitar em pedras sem polimento? Preciso tocar o paraíso, sentir o frescor de uma nova metamorfose, não ambulante, mais sincera, para que era intimista fique íntimo — esta silhueta que chegou não é você. Escrito por: Ronaldo Paulino
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