Obra 2
Quarto sujo, pueira parada Defesa civil da onde vem escurrassado colchão Civil indefeso deitado no chão. Vento que vem do ventilador Ventila a dor das costas cansadas Pernas fatigadas Andaime suspenso Corpos sobem e descem Nesse intenso ritmo de uma obra pesada Porta aberta da casa calada Apagadas e acesas Luzes clareiam o escuro Equilíbrio de sombra e iluminação Deixa o ambiente perfeito pra quem dorme em chão duro Sono perfeito de um operário que sonha com a revolução Mantendo a mente sã, limpando a maldade do coração Vive na esperança de um melhor amanhã E nunca esquecer o suor que escorre por essa nação Calos nas mãos Dedos calejados Mente limpa E o corpo arriado Janelas da alma Olhos fechados Vá abrir as janelas e ver se o dia já ficou clareado.
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