Este sentimento é engraçado, como se houvesse me libertado. Jaz em mim tamanha paz e serenidade que fazem questionar minha humanidade.
Aquele aperto no peito de contemplar algo inédito. Tão épico que jamais vi coisa igual.
Não é amor, amizade ou qualquer sentimento por outra pessoa, e sim pelo meu estado próprio. Não um sentir por outros, mas por mim mesmo.
Não é uma arrogância de gula como a da criança com bula, nem o narcisismo do pesado ostracisado. É um apego pela vida!
Chamo de liberdade a noção de que minha realidade depende apenas de um ser humano. Aquele único que amo, eu. Não com a falsa luz do narciso, e sim com o sorriso de quem diz: -Eu existo e não abro mão disto!
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Mundo de gente bonita e lar da pessoa bacana, pense em um lugar cheio de coisa que engana.
Dei risada e chorei, bati e apanhei, vi coisas tão lindas e males piores ainda. Ri das coincidências e elas ficaram com raiva, se vingaram. Ah, mas me amaram depois.
Reclamei e me arrependi. Não gosto de gente feliz, pois lembra da minha raiz. Tão distante... Ela volta de relance? Sim, aquela crueldade simplória de sorriso. O seu ar de felicidade trás glória agora, criança adulta?
Lar da pessoa bacana, pense em um lugar cheio de coisa que engana. A minha risada lhe inflama? Pois morra sozinha com a sua chama.
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Três palavras, um grito, tapa e empurrão. Olhares aflitos com tensão. Quantas pessoas reagiriam a isso? Eu, não. Aquelas palavras tão simples, porém que nunca foram ditas, mexeram com tudo que havia dentro de mim. "Eu te odeio!" Isso nunca doeu tanto. Mas não foi dito. Na verdade, eram quatro palavras "Fique longe de mim", todavia doeram igualmente, talvez mais.
Café com cafeína, o seu calor rouba de mim toda a dor. Sim, o seu amargor e calor são iguais a uma flor desabrochando mais cedo que as outras... Uma criança descobrindo o mundo.
...Mas quer saber? Café, você com toda a sua cor negra, amargor de gosto e calor saindo vapor, me alegra. De um jeito tão singelo e bonito que retira a minha apatia como se fosse magia.
Café com cafeína, você é assim como a minha amiga sadista, sim, os dois me causam sofrimento, porém... Não digo, morra de curiosidade no seu relento.
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Queria estar em alto mar, para que ela pudesse me afundar. Era melhor ficar no breu do oceano do que neste lugar praiano, sem profundidade... Sem a liberdade de conhecer a essência das pessoas.
Como eu queria estar em alto mar para que ela pudesse me mostrar a beleza deste lugar que chamamos de universo, tão controverso em relação ao que somos, nem parece que herdamos a sutileza de nossas mães, as estrelas, as quais contentam-se em nos observar de longe e aquecem com o seu calor, sentindo ainda a dor de fazer existir.
PS: O poema está incompleto, logo sua opinião pode mudar com a continuação.
PS 2: É preciso saber um pouco de astronomia para entender algumas referências...
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Neve, ela cobriu o sol e fez anoitecer, aqueles belos flocos envolveram o mundo, mas suas pontas foram quebradas, com as mentiras que disse, só fiz os raios de luz derreterem-na mais rápido.
Uma tempestade desatou a cair e a molhar meu rosto, o vento também rugia contra mim. Só as estrelas ainda agraciavam-me com sua luz, mas a aurora boreal com seu brilho irreal decidiu ofuscá-las.
A lua, que observava tudo desde o início, perguntou-me "-Você não a amava?", mergulhei em pensamentos, mas somente aí percebi... O que caía do céu eram lágrimas. Enfim respondi, "-Não, por isso magoei-a, não quero vê-la perto de mim, acredite.", a Lua, mesmo sabendo que eu mentia novamente, perguntou com serenidade e calma dignas de tal sabedoria que possuía, "Então diga-me, por que está a chorar?".
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