Metropolitano versos favela
No acúmulo da riqueza, O outro perde a dignidade. No domínio da segurança, O outro tem necessidade. Na exclusividade da extravagância, O outro é privilegiado de ignorância. No conforto da opulência, O outro é feito de inércia. Dessa metrópole de desigualdade, A amargura vem amarga, Como o pão cheio de ilusão, O prato com migalha sem justiça. Do portão para a Ferrari, Da invasão ao metrô, Do prédio ao casebre, Do barraco ao lixo. Eles moram e vão pra capital, Outros morrem e vão pra baixo da terra, Ao luxo sem lei, Da opção sem lei.
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