Inexistência
Eis a neblina, que lhe esfola a alma Que lhe cega, e que remove a calma. Encarei o abismo demasiadamente E me tornei parte dele. Ele sou eu, e eu estou nele; quanto mais tu escalas, mais alto tudo fica, e quanto mais alto, mais escuro e sombrio. Gritando para o vazio, Ninguém poderá ouvir. Estou longe de casa, mas, creio que ela deixara de existir; ela nunca existiu. Vivo no vazio; eu sou o vazio. O começo que ao mesmo tempo é o fim E o tudo que é nada. Por fim, permaneço, não encontrando o motivo - pois não há motivo. E o que necessariamente seria motivo?
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