Nesse ano a morte esteve mais presente que a vida
E várias almas foram perdidas
Mas hoje todas voltam pra observar
Observar tudo que tiveram que deixar
Para aqueles que morreram
Desejo que possam ler
E que meus versos se espalhem
Pra que todos possam ver
Sinto muito, por todos que não puderam viver
Sinto muito, por todos que não puderam crescer
Sinto muito , por aqueles que deixaram seus filhos aqui
Sinto muito , por quem teve que ir
Mas desejo do fundo do coração
Vão em paz , sem preocupação
E assim como aproveitaram a vida
Aproveitem a partida .
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Hoje é dia de lembrar
Lembrar de quem não está mais aqui
E recordar
Quem teve que ir
Posso declamar firmemente
Sinto sua falta
E com o olhar descontente
Dedico à ti está lágrima
De todas as vezes que rimos juntos
Nunca vou te esquecer
Mesmo que outra pessoa sorria comigo em vários mundos
Trocaria tudo pra te ver de novo viver
Mas já que você não pode voltar
E eu não posso mas te dizer oi
Vou sempre te amar
Como o alguém perfeito que um dia você foi .
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O primeiro corte a gente nunca esquece
Uma sensação de alívio
Que enlouquece ... Que enlouquece
Esse sangue tão vermelho ... me livra de tudo que me entristece
Um pequeno corte
O primeiro ataque de ansiedade
Primeiro passo pra morte
Mas pareço ter imortalidade
Nunca consigo morrer
Que droga ...
Que droga é viver
Por que quer tanto crescer ?
Criança idiota
Eu odeio você
Eu me odeio
Porque vc foi nascer ?
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Dói quando a lembrança vem
E machuca muito mais saber que nada vai voltar
Não é que eu queira tanto ficar bem
É que eu sinto falta de me alegrar
Não que eu vá me desesperar
Eu tô calma eu juro
E se eu me descontrolar
Eu me furo ... Eu me furo
E enquanto o sangue escorre
Minha ansiedade morre
E eu volto a sorrir
Dopada por remédios pra dormir
Um vício impactante
Um momento importante
O que eu estava falando mesmo ?
E esqueço de tudo por um instante .
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Ver pessoas sorrindo me assusta
Meu sangue ferve e meu corpo fica em total desconforto
Será que estão rindo de mim ?
Então eu tento esconder meu molde torto
Eu tento ser alguém o tempo todo
E faço tudo pra não ser ninguém todos os dias
Pode parecer um pouco tolo
Mas só eu conheço minhas agonias
Desde nunca querer acordar
E até não conseguir dormir
Desde não conseguir andar
Por simplesmente não ter pra onde ir
É tão solitário ser solitária
Mas viciante
Se afastar tanto das pessoas
Te faz querer ficar ainda mais distante .
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Enquanto eu estiver aqui
Eu prometo...
Prometo pensar mais em mim da próxima vez
Prometo me cuidar
Prometo não me abalar
Prometo que da próxima vez eu não vou chorar
Eu quero me vencer
Vencer tudo isso que tem dentro de mim
Eu quero me conhecer
Quero entender tudo que me deixa assim
Fraca ...
A ponto de desmoronar
Trincada ...
A ponto de me quebrar .
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Por entre essas linhas insisto em andar
E como em cordas bambas me equilibrar
Eu só tenho um objetivo nobre senhor
Seguir por entre espinhos pra não sentir dor .
Talvez estejas confuso , pois espinhos causam feridas
Então vos digo , as piores são as margaridas
Por mais bela que pareça
Não passa de ilusões pra confundir nossa cabeça.
Nobre senhor, peço que me escute dessa vez
Não te preocupas com o que o mundo me fez
Sou quem sou pelo que passei
E não importa quantas vezes cai , o importante é que me levantei .
As feridas , mal consigo suportar
E quando doem , tudo volto a recordar
Nem precisa se preocupar
Suas palavras não vão me confortar
É tarde demais para tentar .
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Por onde quer que eu vá
A solidão me persegue
Nas sombras meu grito ecoará
Na esperança que a luz me agregue .
A solidão me consome
Esse vazio já faz parte de mim
E enquanto meu sorriso some
Ouço vozes gritarem sem fim .
Vejo almas vagando na imensidão do nada
E assim sigo por este caminho calada
E mesmo estando livre me sinto trancada.
Soneto de lágrimas, pode me ouvir ?
Deixe esse frio me abduzir
Deixe as sombras me cobrir, e por fim deixe-me ir .
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As vezes penso que uma simples amnésia resolveria tudo
Talvez se eu fosse cego , surdo ou mudo
Não teria que sofrer as decepções deste mundo
E não teria caído no abismo mais fundo .
Queria poder contar tudo pelo que passei
As dores , as cicatrizes , todas as vezes que chorei
Os caminhos cheios de espinhos por onde andei.
E foi ali , o lugar em que me machuquei .
Por entre aquelas pedras que pisei
E as feridas que mal me deixam andar
Eu vejo a face de quem amei
A pessoa que me ensinou o que é se decepcionar .
Eu só queria me esquecer
Me esquecer de tudo e de nada recordar
Pra de novo voltar a viver
E do início recomeçar.
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Noites de solidão, noites de imensa escuridão, que eu me recordo
No sussurro monótono das volatas lacinantes
Brandas sonoridades de sonatas cortantes
Tanta harmonia melancolizava tudo que estava a bordo.
Rasgavam-se as almas que nas sombras tremiam
E alucinavam e em trevas deliravam
Em prantos dilacerados iam
Vertiginando sutilmente gritavam .
Vozes veladas em lacinante sinfonia
Filtros sutis de melodias
Na dolência letárgica e fria
Recresce impoderada minha agonia .
E naquela noite sem fim delirava
Com visões ignotas
Noites murmurejantes, noites remotas
E como um ópio letal , ao nascer do sol, tudo acabava .
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