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ׅ ࣪ ⁺ 宛

@Nika_Holyveer · desde 2018

łєт мє sтσρ тяyıηg łєт мє sтσρ ƒıgнтıηg .... yσυ ∂ση'т kησω ωнαт ıт's łıkє.

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Morte

Um poema da morte

Nesse ano a morte esteve mais presente que a vida E várias almas foram perdidas Mas hoje todas voltam pra observar Observar tudo que tiveram que deixar Para aqueles que morreram Desejo que possam ler E que meus versos se espalhem Pra que todos possam ver Sinto muito, por todos que não puderam viver Sinto muito, por todos que não puderam crescer Sinto muito , por aqueles que deixaram seus filhos aqui Sinto muito , por quem teve que ir Mas desejo do fundo do coração Vão em paz , sem preocupação E assim como aproveitaram a vida Aproveitem a partida .

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Só um verso pra quem morreu.

Hoje é dia de lembrar Lembrar de quem não está mais aqui E recordar Quem teve que ir Posso declamar firmemente Sinto sua falta E com o olhar descontente Dedico à ti está lágrima De todas as vezes que rimos juntos Nunca vou te esquecer Mesmo que outra pessoa sorria comigo em vários mundos Trocaria tudo pra te ver de novo viver Mas já que você não pode voltar E eu não posso mas te dizer oi Vou sempre te amar Como o alguém perfeito que um dia você foi .

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Criança idiota

O primeiro corte a gente nunca esquece Uma sensação de alívio Que enlouquece ... Que enlouquece Esse sangue tão vermelho ... me livra de tudo que me entristece Um pequeno corte O primeiro ataque de ansiedade Primeiro passo pra morte Mas pareço ter imortalidade Nunca consigo morrer Que droga ... Que droga é viver Por que quer tanto crescer ? Criança idiota Eu odeio você Eu me odeio Porque vc foi nascer ?

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Drama

Ansiedade

Dói quando a lembrança vem E machuca muito mais saber que nada vai voltar Não é que eu queira tanto ficar bem É que eu sinto falta de me alegrar Não que eu vá me desesperar Eu tô calma eu juro E se eu me descontrolar Eu me furo ... Eu me furo E enquanto o sangue escorre Minha ansiedade morre E eu volto a sorrir Dopada por remédios pra dormir Um vício impactante Um momento importante O que eu estava falando mesmo ? E esqueço de tudo por um instante .

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Drama

Solitária

Ver pessoas sorrindo me assusta Meu sangue ferve e meu corpo fica em total desconforto Será que estão rindo de mim ? Então eu tento esconder meu molde torto Eu tento ser alguém o tempo todo E faço tudo pra não ser ninguém todos os dias Pode parecer um pouco tolo Mas só eu conheço minhas agonias Desde nunca querer acordar E até não conseguir dormir Desde não conseguir andar Por simplesmente não ter pra onde ir É tão solitário ser solitária Mas viciante Se afastar tanto das pessoas Te faz querer ficar ainda mais distante .

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Vida

Por um tris

Enquanto eu estiver aqui Eu prometo... Prometo pensar mais em mim da próxima vez Prometo me cuidar Prometo não me abalar Prometo que da próxima vez eu não vou chorar Eu quero me vencer Vencer tudo isso que tem dentro de mim Eu quero me conhecer Quero entender tudo que me deixa assim Fraca ... A ponto de desmoronar Trincada ... A ponto de me quebrar .

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Linhas do destino

Por entre essas linhas insisto em andar E como em cordas bambas me equilibrar Eu só tenho um objetivo nobre senhor Seguir por entre espinhos pra não sentir dor . Talvez estejas confuso , pois espinhos causam feridas Então vos digo , as piores são as margaridas Por mais bela que pareça Não passa de ilusões pra confundir nossa cabeça. Nobre senhor, peço que me escute dessa vez Não te preocupas com o que o mundo me fez Sou quem sou pelo que passei E não importa quantas vezes cai , o importante é que me levantei . As feridas , mal consigo suportar E quando doem , tudo volto a recordar Nem precisa se preocupar Suas palavras não vão me confortar É tarde demais para tentar .

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Soneto

Por onde quer que eu vá A solidão me persegue Nas sombras meu grito ecoará Na esperança que a luz me agregue . A solidão me consome Esse vazio já faz parte de mim E enquanto meu sorriso some Ouço vozes gritarem sem fim . Vejo almas vagando na imensidão do nada E assim sigo por este caminho calada E mesmo estando livre me sinto trancada. Soneto de lágrimas, pode me ouvir ? Deixe esse frio me abduzir Deixe as sombras me cobrir, e por fim deixe-me ir .

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Amnésia

As vezes penso que uma simples amnésia resolveria tudo Talvez se eu fosse cego , surdo ou mudo Não teria que sofrer as decepções deste mundo E não teria caído no abismo mais fundo . Queria poder contar tudo pelo que passei As dores , as cicatrizes , todas as vezes que chorei Os caminhos cheios de espinhos por onde andei. E foi ali , o lugar em que me machuquei . Por entre aquelas pedras que pisei E as feridas que mal me deixam andar Eu vejo a face de quem amei A pessoa que me ensinou o que é se decepcionar . Eu só queria me esquecer Me esquecer de tudo e de nada recordar Pra de novo voltar a viver E do início recomeçar.

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Poesia

Quando o sol se põe.

Noites de solidão, noites de imensa escuridão, que eu me recordo No sussurro monótono das volatas lacinantes Brandas sonoridades de sonatas cortantes Tanta harmonia melancolizava tudo que estava a bordo. Rasgavam-se as almas que nas sombras tremiam E alucinavam e em trevas deliravam Em prantos dilacerados iam Vertiginando sutilmente gritavam . Vozes veladas em lacinante sinfonia Filtros sutis de melodias Na dolência letárgica e fria Recresce impoderada minha agonia . E naquela noite sem fim delirava Com visões ignotas Noites murmurejantes, noites remotas E como um ópio letal , ao nascer do sol, tudo acabava .

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