Quem são esses que sambam com a caneta,
Que bailam com está tinta preta,
Que fazem magia com a letra?
De loucos foram chamados,
Por muitos já amados,
Dedos falantes e lábios calados,
Alivia nossa alma, removendo fardos,
Alguns por eles são encantados,
Outros ficam apavorados.
....
Não exagere querido colega!
Do amor e da dor sou um profeta.
Um simples poeta!
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Mistérios da longevidade!
Perco o entusiasmo, ganho idade.
Perco força, ganho coragem.
Perco amante, descubro amizade.
Vejo campos virando cidade.
Transformo em calmaria aquela ansiedade.
A elasticidade da vida me fascina.
Perco-me a cada esquina,
Desgasto-me a cada louça suja na pia,
Não quero o que antes loucamente queria.
A vida escorre de pouco em pouco,
Morro a cada novo sufoco.
Isso que chamam de longevidade:
Longo tempo de vida, número alto da idade.
Eu as vezes sinto a vida pequena e sem novidade,
Outrora uma vida longa cheia de possibilidade,
O vai e vem do tempo de faz assim:
Um boomerang de mim!
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Querida lua
Que iluminas com uma luz que não és tua,
Facilita meu caminhar na rua,
Sinto-me bela ao estar nua.
Oh, querida lua!
Tira-me essa loucura,
Preciso de uma cura,
Quero viver uma paixão pura,
Sem ser nomeada puta,
O deleite do corpo como uma fruta crua,
Me liberte da censura,
Antes que a modéstia me destrua,
Salvar-me! Digníssima Lua.
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Sua partida,
Me deixou partida.
Uma parte minha se vai,
Não conheço a parte que fica,
Uma lágrima cai,
Minha garganta dói e não grita...
Ninguém me explicou:
Quando alguém parte,
Primeiro parte quem ficou,
Feito uma partida de jogo me abandonastes.
Ao partir:
Partiu meu riso, parei de sorrir.
Partiu meu coração, sofri.
Partiu meus sonhos, desisti.
Por fim, soubesses bem partir.
E eu que sempre me senti inteira,
Fui partida,
Com sua partida.
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Na Segunda estava na França,
Tema era democracia e esperança.
Na Terça fui para Alemanha,
Tema era injustiça tamanha.
Na Quarta conheci parte da índia,
Descobri coisas escondidas pela mídia.
Na Quinta foi dia de guerra,
Soldados sacrificados em nome da vingança cega.
Na Sexta de manhã só carnaval,
De noite batalha naval.
Sábado voltei ao Brasil,
Alguns garotos no sinal, outros com fuzil.
Domingo decidi parar...
Fechei o livro e fiquei um dia sem viajar.
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Pele pálida com armas na mão,
Pele vermelha defendendo seu chão,
Pele negra marcada pela escravidão...
O sangue vermelho escorre do negro,
Povo da pele vermelha em desespero,
Olhos vermelhos de ódio no rosto branco...
O Brasil nasceu da tragédia,
A colonização não é comédia,
Humanos presos por redias...
Inventam um novo modelo,
Chamam de sonho o que é pesadelo,
Idolatram o que causa medo...
É seiva que corre nas veias Brasileiro,
Temos que compensar o erro,
Destruir o preconceito por inteiro.
Farei um novo Brasil,
Que ninguém jamais viu,
Que não chama de inferior diferente cultura,
Uso palavras com bravura,
Quero a transformação através da leitura,
Toda pele merece respeito, seja clara ou escura!
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Amanhã seu,
Hoje meu.
Não vou deixar alguém me entristecer,
Dedicarei meu tempo a me conhecer,
Vou andar distraída e começar a viver,
Saber da natureza e outras coisas lindas ver,
Estou sorrindo para todos ao dizer:
Faça-me mal amanhã se quiser,
O hoje é só meu.
Mas se quiseres sorrir comigo,
Se puderes ser meu amigo,
Te ofereço abrigo.
Amanheceu, deslumbrante beleza!
Vou viver de "hoje", com uma certeza:
Deixarei para o amanhã toda tristeza!
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Edíficio de vidro,
Grito no ouvido...
Protetor,
Provedor...
Prisão de sentimentos,
Construtores de monumentos,
Aprovam leis, fazem cimento...
Espera um momento!
São homens!
Tentam transformar em máquinas esses humanos,
É insano...
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O nó na garganta,
O nó no pescoço,
O nó da gravata,
O nó do cadarço,
O nó prendendo pulsos,
O nó entre pessoas,
O nó é pode ser segurança,
O nó pode ser confiança,
O nó pode ser prisão,
O nó pode ser aflição,
São tantos nós.
Nós, o que significa?
É uma força!?
Uma união!?
Pode ser eu com você.
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Um instante isso,
Outro instante aquilo,
Hora esforço para ser visto,
Outrora nem insisto,
Um sentimento misto,
De realidade com feitiço,
Resultado de ser um mestiço,
Fruto da chibata e do suplício,
Da maldade e do instinto,
Da inocência e do cinismo,
Um olho chora por um mendingo,
O outro olha pro próprio umbigo,
Inconstante cidadão,
Oferece abraços com um punhal na mão.
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