Beleza
Há ainda os que se enclausuram no culto à beleza, Não àquela que emana da argúcia ou do decoro, Mas à beleza vã, rasa, desprovida de profundidade, Um simulacro frágil, efêmero e insustentável. Assim, perdem-se em suas próprias escolhas, Esquecem que a veracidade do belo reside Na harmonia das pequenas singularidades, Na soma das minúcias que fazem o ser único. A verdadeira beleza é um mosaico intricado, Um relicário de nuances que não se desfazem, Ecoando no infinito daquilo que somos, Mais que pele, mais que forma — essência.
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