Desejos
Quando ofegante está a respiração; O êxtase das sensações desconhecidas; Vibram na pele ardente em noites quentes de verão. Escondida está a paixão e o desejo por detrás da vermelha cortina de seda. Onde o homem em prantos e dores agudas escondeu o seu amor. Amor esse que ele não pode revelar, Nem nunca poderá. No bramar das ondas ferozes; Na força avassaladora da tempestade; Uma alma chora. Grita; Inspira; Respira. Com a força restante segura em minhas mãos. Busca o socorro daquela prisão; Pena não ter eu poder para a libertar. Na emancipação dos solitários presos em cadeias da solidão; A menina delicada e dócil os alimenta de esperança. Junto com o canto do bem -te- vi ela também canta. Em prantos de alma faz outros sorrir. Dança sozinha. Sente a fúria das águas mas se recusa a gritar. Adiantaria? Deitada ela suspira. Ao amanhecer queria não mais ter a chama em sua pele a queimar. A chamando para se deleitar e se alimentar do apetitoso mel silvestre, Uma humilde prece. Só quer ela livre voar. Só quer ela livre amar. Só quer ela de uma vez por todas da sua maior dor se livrar.
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