Ausência
Pobre homem , embriagado com doses torturantes da solidão. Ele a bebeu. No dia em que sua amada foi embora ele abriu a garrafa do vazio e da tristeza e a bebeu por completo. Junto ao ribeiro ele chora. Lembrando do sereno e doce olhar do seu eterno e único amor. Chora; Grita; Ouve sua música favorita na esperança de tê-la por perto mesmo que em pensamentos. Ele nunca entendera que pessoas são temporais. São ventos repentinos. Uma hora aqui estão; Em frações de segundos já não estão mais. As mãos trêmulas causadas pela avançada idade seguram um pequeno pedaço de papel. A poesia que sua amada escrevera o faz chorar. Porque ela se foi? O trato não era estar juntos em quaisquer que fossem as circunstâncias? A alma despedaçada grita. Sente a dor da despedida. Não pode o tempo mudar. Nada pode mudar! Só resta aprender a conviver com a ausência. Lembranças de tardes felizes. Jantares românticos. O brilho da lua em conjunto com aqueles belos olhos castanhos. Ainda se ouve os sons das mais belas risadas. A magia do primeiro beijo; O sim dito no altar. O nascer do primeiro filho. A terna e doce melodia da paixão! Agora tudo esta em silêncio. Sem música; Sem risadas. La se foi o grande amor da sua vida. La se foi sua unica e eterna paixão. Deixando apenas lampejos de um tempo feliz que não voltará mais. Deixando apenas as marcas da angustiante saudade em seu fraco coração.
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