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Versando_atos

@Mistica · desde 2019

~ Poetize-se! ~

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Poema

A Melancolia de Um Poeta

Quando a alma não se aquieta Desperta sem nem querer Bate na porta do poeta A ânsia louca de escrever E enquanto os dedos escorregam Na velha de folha de papel Os pensamentos não se aquietam Só giram como um carrossel Altas horas, madrugadas Não há paz para um poeta Nas horas mais desgraçados Sua alma se inquieta E se ela sente-se invalidada Se o poeta não escreve A alma encarcerada Luta pelo que pede Até que o poeta sente Em um canto com um caderno E dê paz à sua mente Escrevendo o sofrer eterno Pois, meu caros leitores Que me leêm nessa hora O poeta coleciona dores Lembradas ao cair da aurora Se é tarde, lembra que dói Se é noite, lembra também Um poeta se destrói A cada vez que escreve bem Pois o poema mais belo Mesmo que fale de amor Traz em seu "corpo singelo" Algum resquício de dor...

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Poema

Sem título

Em uma sociedade como a brasileira Que tanto sobre esse assunto debate Era de se esperar que a mulher aqui Tivesse respeito e amor de verdade E não que tivesse que se sentir refém E só por ser mulher, ter que implorar para alguém Entre choro de medo "por favor, não me mate". Que mundo é esse em que a mulherada Tem que andar com medo e bem prevenida Desconfiando de todos, com medo de tudo Se sentindo insegura e desprotegida Temendo que em uma simples ida ao salão Onde se no caminho para um homem diz "não" Possa significar o fim de sua vida Assim como o homem, mulher é ser humano E tem seu direito a dizer os seus "nãos" E se você tem problema em aceitar Faça como disse Jesus então: Se vê um corpo feminino e queres tocar Se vê uma mulher e não paras de olhar Arranque teus olhos e corte tuas mãos.

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Intitulável

Todos lembram o quanto a garota sorriu Mas não lembram o quanto a garota chorou Lembram-se o quanto a garota brincou Mas esquecem o quanto ajuda ela pediu Lembram-se muito bem que em meados de abril A garota sorria olhando para o mar Esqueceram porém quando ela quis encerrar Sua vida dentro daquele oceano E hoje eles perguntam qual foi o engano Que fez a garota se suicidar Eles não lembram das lágrimas derramadas Por essa garota em uma noite fria Se tornaram cegos para sua agonia E o que faziam era apenas julgar Ninguém se preocupava nem ia perguntar Por que ela ficava num canto calada Tratavam a garota como se não fosse nada E ela se sentia em segundo plano E hoje eles perguntam qual foi o engano Que fez essa garota se suicidar Os cortes no corpo desse pequeno ser E toda tristeza mostrada em seu olhar Mas os grandes "deuses" não sabiam decifrar O triste olhar de uma simples menina Essa que sentia um dor muito fina Mas que foi tomando grande proporção Acabou afetando o seu coração A levanto embora desse mundo tirano E hoje eles perguntam qual foi o engano Que fez a pobre garota se suicidar

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Entregue estava eu

Eu estava tão entregue E entregue me fiz cega E entregue me fiz muda Que a alma que não enxerga É muda, é cega e surda... E estando eu tão envolta Fui alvejada sem sentir Que um tolo desavisado É mais fácil de cair E ficar preso e amarrado Sem ter chances de sair... Eu estava tão entregue E entregue me fiz de cega E entregue me fiz de muda Qua a alma qus não enxerga É muda, é cega e surda E estando com os sentidos bagunçados O óbvio deixei passar Que o amor é um imbecil Que nos impede de pensar E caímos em um ardil Que não é fácil de escapar... Eu estava tão entregue E entregue me fiz de cega E entregue me fiz dr muda Que a alma que não enxerga É muda, é cega e surda...

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Proteja-se!

Dessa vez, guarde tudo em um caixote E trancafie em um porão Cada um dos teus sentimentos Medo, ódio, dor e preocupação Guarde também o amor E tudo o que não for Saudável para você.. Machuca, mesmo que não queira E nessa infeliz brincadeira Não faz mal se proteger. Jogue pela janela Os cenários bordados na mente Atire pela porta fora Aquela pequena semente Que sozinha, tu regaste Mas que enfim se desgastaste E fez tua planta morrer Caminha, mas solitária Que em companhia arbitrária Não faz feliz teu viver. Em um pote, guarde sonhos Em uma bolsa, a ilusão Se o porão tiver lotado Jogue dentro de um caixão Cada ideia, cada plano Cada pensamento insano Envolvido em sentimento Proteja-se, minha querida Zele por tua vida Cuide-se enquanto é tempo.

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Poetinha Simplório

Sou pobre em minha estrutura Peito cansado é o meu Aquilo que em mim doeu Não demonstra minha bravura A cada passo que dou O cansaço me domina Deve ser a minha sina Ser a folha que voou Se desperto, me entristeço Em sono me entristeço também Sem carinho de ninguém De tristezas, eu padeço Cada passo que caminho Não me leva a nenhum lugar Acho que devo parar Pra não me furar em espinhos Machuco meus pés imundos Cansados de tanto andar Não pauso meu caminhar Nem por míseros segundos Luto, embora não devo Canto quando sinto dor Quando estou sem voz, senhor Pego o lápis e escrevo Meus versos são tão simplistas Minha escrita é tão pobre Que não há nenhum só cobre Pra eu contar nas minhas conquistas Meu caderno de poemas Tem as folhas recheadas As árvores estão cansadas De escutarem meus problemas Sigo em vida chateado Fadado a fracassar Tudo isso só vai passar Quando eu for sepultado.

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Quando Eu Tiver A Sorte

Quando eu tiver a sorte De ficar frente à morte E com ela conversar Ligeiro eu perguntaria Porque ela se atrevia A linda vida, ceifar Perguntaria sem medo À ela, qual o segredo Para se viver eterno Mesmo que, pra me contar Ela tivesse que levar Minha alma pro inferno Perguntaria também Se é tão poderoso o bem Porque que existe o mal? Que aparece ligeiro Dizima um sonho inteiro E parece vencer no final?

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Respeite Minha Religião

Nada contra o seu amém Mas respeite o meu axé Que você não é ninguém Pra julgar a minha fé Tu tem tua divindade Eu tenho minhas entidade Que me protege onde eu for Respeite meus ponto cantado Que eu não fico indignado Quando tu canta louvor Respeite minha descendência E minha religião Não use da violência Pra provar que tem razão Se a tua igreja é teu templo Não lembro em nenhum momento De termos a bagunçado Mas vocês chegam ligeiro Invadem nosso terreiro E deixam tudo quebrado Não mexa na nossa oferenda Não mexemos com a tua oferta Espero que tu entenda De uma forma mais completa Que cada religião Possui sua oração E sua forma de agir Deixe de papo furado Que ninguém é obrigado A tua religião seguir

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Não Julgue Minha Fala

Eu não falo do modo que você Se utiliza pra se comunicar Então não abra a boca pra falar Do modo que eu construo o meu discurso Conheço a estrutura que uso E sei que ela não está errada O contexto em que estou colocada Permite que use esse linguajar Se não tem nada de bom pra falar Permaneça com a boca fechada. Não me venha com suas ladainhas Querendo me ensinar o português Nem um curso de línguas você fez Para achar que deve julgar a minha Não me venha conversar abobrinha Com história de uma língua "correta" Deixe dessa opinião pateta Carregada de muito preconceito Pra falar, cada um tem o seu jeito Não existe uma maneira "certa" Pelo que eu saiba, da língua a função É pra gente poder comunicar E havendo a comunicação Não houve na produção nenhum errar Antes de você querer criticar É melhor você estudar um bocado Ou então, meu amigo, fique calado E por favor, respeite meu dialeto Cada falante fala do seu jeito E nisso não há nada de errado. Se você viajar pelo Brasil E conhecer sua vasta imensidão Vai perceber que cada região Tem a sua maneira de falar Ten o seu dialeto popular Usado pelo médico, o padeiro Pelo professor e pelo carpinteiro No contexto onde eles "tão colocado" Não existe nenhum falar errado Nem aqui é nem lá no estrangeiro. Enquanto falante, eu vou dizer Que eu posso mudar meu linguajar Se a situação que eu me encontrar Pedir que eu faça a adequação Mas se for só por sua opinião Então você pode esperar sentado Que meu discurso não vai ser montado Por desejo descabido do senhor Que se acha de mim superior E quer que eu fiquei aqui calado.

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Poema

Pequenos Poetas

Onde os grandes poetas falam Os pequenos poetas calam E seus poemas retardam Sem conseguir publicar O medo sincero de errar Corta-lhe as asas no voo Dá-lhe no estômago enjoo Deixa-os sem poder se expressar.