Infância roubada
Indolência e deslustre na minha infância eu vivi. Quando na minha doce e pura casta inocência, aos meus olhos parecia em todo meu ser e entorno do meu existir, ser invisível. Infiel era minha inocência diante desta nefasta incoerência do mal incompreendido, da dor da navalha na carne e nas mãos do canalha o sangue de minha pureza. Quanta tristeza e dureza por mim vivida, como objeto nas garras daquele ser abjeto, vi ali em mim um simples dejeto, nos meus gritos que ecoavam no surdo, mudo e cego deserto. E nas mãos do mal feitor, minha alma vivia um momento de terror. Nas minhas frágeis e finas pernas cambitas, minha pureza descia e tinha cor vermelha e como pimenta na cor e no sabor ardia, tanto na pele na carne e na alma. Na mente doentia do opressor, não existia sequer um sentimento de clamor. Quanto mais um sentimento mais humano e divino chamado amor. Michel Costa
Nilza Poetisa
Nossa que poesia! Emocionante e muito bem descrita Um manifesto ao abuso infantil Perfeito Michel 👏🤣
Michel Costa
Obrigado Nilza.