Não era sonho
Eu te vi, nos meus sonhos E eu nunca te vi Nem sequer te toquei E seu rosto, não sei como é Mas eu te senti, por um breve momento nossas mãos se encontraram Em compasso elas se percorreram, memórias revivendo dançando, sentindo tornando realidade Eu te olhava nos olhos, e meus olhos, eles brilhavam Refletiam dos seus, cumplicidade de paz, paixão e euforia Ali, eu entendi, encontrei E naquela dança, eu não temi e eu te amei, como fogo que me incendeia, me consome e me traz vida Nossos corpos, em ritmo se completando, cada nota, cada passo, melodia Se fez claro, quem tu era aquele que me conduz, na dança da vida e na multidão de corações pulsantes, o seu é o único que reluz e meus sentidos arrepia Num encontro, duas almas errantes. Falar não foi necessário. Nossos olhos, sorrisos, muito se confessaram E segredos contaram escondidos E quando nossos lábios, enfim vieram se reencontrar tudo fez sentido desencontros, dores e erros por que tudo no fim Iria pra tal desfecho de encontro a seu riso E então, eu abri meus olhos Mas não me entristeci Não era sonho, era encontro, coreografia o que vi Era apenas, talvez um anúncio do seu por vir 18/01/2026 Mel 22
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