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Max

@Maxy · desde 2018

triste e cru

54 poemas 48 seguidores 14 seguindo

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pleno alto mar

sentada ao porto sinto o gosto do mar embaraçado ao cais sinto o contínuo amar e vejo que nem mais delongas me impedem de ver os barcos que seguem por aqui eu, mar tu, barco em alto mar às rezas para um não afogamento não me contento te lanço vento e tu ainda insiste em se mostrar de pé eu, mar não quero, apenas, os pés m o l h a r

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oposição

oposição aos verbos que dão entonação à minha fluida razão. o p o s i ç ã o! me vejo em meios; cantos alheios; contornados de preto, cheios do mal que me enche os seios. tu, contornado de branco. sei que de ti, só arranco aquilo que há de bom e, em mim, não tranco o que ofereces. nós somos a dualidade. a expressão da verdade demonstrada na notoriedade de vilões não concretos. ying yang! a teoria do big bang, vida originada na explosão. oposição aos teus olhos negros. eu que amo. eu que odeio. tu que é o ramo do mal...do bem? tu que é o anseio do que se espera de alguém.

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árvores nuas

árvores nuas exigem que as ruas às permitam crescer suas raízes invadem o asfalto, saem e pedem por espaço seguem sempre caladas e nas madrugadas elas veêm eu e você somente as árvores sabem de nós elas que ataram nossos nós e selaram o nosso ser árvores nuas nos viram nus...às falcatruas! de paixões contínuas árvores cruas querem crescer eu, árvore tua quero te reflorescer

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linguagem

mesmo quando a fala cala e minha língua queima tu percebes as alas da minha linguagem e não estacionas na garagem do não conhecimento minha má dicção gera um espaço vão propositalmente direcionado ao teu entretenimento fujo, me escondo, lamento mesmo sabendo que teu mundo não é pequeno

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sangue de barata

com linhas bonitas fizestes trilhas diretamente ligadas às artérias do meu coração impressionante a paixão inflante e sem razão que nasceu de repente numa ocasião não tão esperada pra essa união teu gerundismo teu espaço para meu arcadismo que navegou na imensidão de uma paixão tão vasta e tão cheia de comodismo eu, que sou tão tonta quanto esse amor que criaste, lhe disse que dava conta e que confiaste em alguém que não afronta nem uma migalha desse falso amor amor de curta data durou dois dias e mais nada eu, bela mulata não aprendi a ser autodidata quando se trata a não ser sensata com um amor burocrata agora em menos de uma semana já sou sua ex chata estupefata busco ser inata ao seu amor "sangue de barata" para ver se a chibata da sua paixão aristocrata possa não machucar as costas desta pobre magnata

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Engenharia

Nenhum minuto a mais Ou a menos Em meu corpo jaz Teu suor ameno Ao som de jazz Te enlouqueço, com meu veneno Tu contas até dez Para espairecer teu calor violento Teus cálculos me seduzem São eles que me induzem A querer traçar a engenharia Do teu corpo. Não me atrasaria Em lhe roubar o ar E teu amar Não me serve para nada Ao som dos teus gemidos Renasço Para mim, teu prazer em gritos Nunca foi escasso Em teu ser, meu caos DESEMBARAÇO

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Centro

Aqui as paredes falam E as pessoas gritam Ônibus fumam E pessoas morrem Governos induzem Novas taxas de suicídio E já vi livros inteiros Se jogatem d'um precipício Palavras atiram Acertam Em cheio O alvo Estou cheio De não ser alvo Como a neve Aqui as paredes gritam Rabiscos aclamados recitam Sob telas urbanas ruas Palavras andam nuas Ninguém às vê Versos te estampam E eu nem vejo você Uma luz ao sol da cidade Me transpareço em verdade Me vejo em caos crescer

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hematoma

Teu amor Me revestiu de pudor Como n'uma tela escura Sou arte Sem descarte E, para ti, sou nua Me abro Em quatro Paredes Me desfaço Me descalço De mim e me refaço Aos teus suspenses Teu amor me (a)bate Me leva à soma empate De hematomas...combate! Em assíduo debate Com um amor que me marca Muito além da minh'alma

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o meu lar

Quando eu sair O céu será meu território Serei meu monumento histórico A pausa entre a eternidade E o momento Voarei acima das estrelas Serei parte das criaturas cósmicas Construirei meu altar Na razão do viver e do amar As palavras Não ditas E todo o universo Será o meu lar

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