MV @Mavih_Santos
Poema

2018

O sol raiou e logo foi assassinado Perdemos o trem, o mapa e o compasso E os cortes abriram outra vez Costurando silêncio onde havia abraço Agora é lei: cada um por si Enquanto a festa segue servida pra poucos E o aço da modernidade desce pesado Pra manter de pé os donos do jogo Ainda sorrimos com lágrimas no rosto Bebendo um veneno que mata aos poucos Faz uma limonada, mata no peito e faz o gol Sambando com o velho jeitinho brasileiro Mas não é esse o Brasil dos nossos sonhos Nem o país que aprendemos a desejar Há um abismo entre o que nos vendem E aquilo que não se pode comprar Por isso acreditar continua preciso Mas fé sem passo não muda a direção Se o peito insiste em bater contra o muro Então que a esperança vire ação

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