Soneto da Saudade
Um vazio na alma, um canto vazio, A lembrança que volta, doce e tão forte. O riso que ecoa, no tempo, no fio, E a ausência presente, marcando a sorte. O olhar que procuro em cada lugar, A voz que imagino em murmúrios ao vento. Um beijo guardado, a me confortar, Em cada saudade, um terno lamento. As noites mais longas, o sol mais sombrio, Sem o teu abraço, meu doce encanto. Um nó na garganta, um eterno frio, Na espera que um dia, de novo, eu te canto. Saudade que aperta, meu triste penar, Oh, quando a vida irá me reencontrar?
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