Moça, tua camisola é tão macia
Delicada ao tocar na tua pele, que é clara feito a lua.
Teus cachos debruçados sobre o travesseiro criando uma forma geométrica circular.
Ahh, moça, você não sabe o quanto te quero, esse teu cheiro me penetra e onde passo tenho a sensação que me persegue.
Posso denominar como posse?
Esse tal desejo que tenho por ti, que me faz tropeçar em pensamentos e bagunça tudo aqui dentro, mas, prefiro estar, ficar, permanecer e me emaranhar nesse caos que você me proporciona.
Moça, tu és tão intensa, tal onda do mar que me avassala e me derruba ao chão, quero te...
Me envolva em suas ondas e me carregue para o fundo do mar, me faça perder o fôlego e depois venha me salvar.
Vem...(Sussurro)
Quero sentir a textura da tua camisola macia.
Desenhar a silhueta do teu corpo, enquanto olho pro feixe da Lua entrando pela janela e refletindo bem no desenho da tua cintura enquanto você se afaga ao meu lado.
Moça, tua camisola....
É Seda que desatina meus pensamentos.
Quero ser tua camisola e sentir a nudez da tua alma.
Autora: Mariane Caroline
21/11/2021
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Moça, me explica a ciência do teu corpo?
Aqui estou, diante de uma das obras mais estonteantes que meus olhos já viram, meu globo ocular não conseguem se conter, minha pupila se dilata a ponto de não conter-se em seu espaço.
É exagero?
Exagero são as suas curvas que parecem um vaso de barro, que foi moldada com uma mão sensível, criando assim formatos que fazem meu coração palpitar.
Moça, posso te pintar em um quadro?
Desejo desenhar a curva dos seus cachos que são como ondas que qualquer surfista ousaria surfar.
Que cachos são esses? Esse tom de fogo que emana e brilha no sol.
Moça e esses lábios?
Lábios pequenos como uma pétala de jasmim, onde como uma abelha se alimenta do seu sabor e transforma em mel. Queria eu me alimentar deles e seivar o mel do mais puro amor.
Moça e essa sua pele macia?
Que textura mais delicada, queria eu ser um mero mortal para dedilhar cada nuance de seu corpo. E produzir a mais bela música orquestral.
Moça, olhando daqui...
Sua cintura parece com uma curva de uma montanha russa, profunda. Que desenho mais venusto. A emoção deste brinquedo inicia desde a curva de sua nuca até seu ombro, caindo entre os seus dois hemisférios.
Moça, esse teu cheiro...
São como o cheiro dos lírios do campo. Que me acalma.
Deixe...(susurro)
Deixe que eu me adentre ao emaranhado dos teus cachos?
Deixe que eu me afogue nas profundezas de sua alma?
Deixe que eu me embriague com o cheiro do seu suor latejante?
Deixe que eu me farte com os brilhos dos teus olhos?
Deixe que eu repouse no berço de seus seios?
Moça...
Permita-me...
Permita-me merecer o coração dessa ninfa mais bela.
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Cabelos ao vento, se sentindo livre, ela está, ao pedalar em sua bicicleta verde feito um abacate, com seu vestido que carrega um jardim estampado em seu tecido macio feito seda da camisola da vovô, rodado e modelando sua cintura como um violão. E seus pezinhos quase não conseguem alcançar o chão quando para em alguma esquina para olhar pro sinal, e ela está calçada com um salto alto? Não! Seu salto é um all star branco, inclusive seu sapato preferido.
O sinal fechou, parou no vermelho, a cor do seu cabelo? Não! A cor que combinou com seu cabelo foi o laranja, logo em seguida o verde para lhe dar partida para seguir em frente, e lá vai ela pedalando intensamente, com suas perninhas torneadas, saindo a toda velocidade aos seus olhos, mas cá entre nós, ate uma formiga a alcançaria(risos). É notório perceber também que ela está preocupada com sua veste, pois como está com vestido, uma roupa nao ideal para andar de bicicleta , nao se sente tão a vontade ao pedalar, mas, ela esquece de tudo isso quando sente o vento beijando a com tanta ternura seu rosto e jogando seus cachos dourados para todo lado e deixando a parecendo com uma leoinha.
E quando ela vem, é impossível deixar de comtemplar de fundo o sol do fim da tarde que vai se pondo, se despedindo da forma mais tímida entre as nuvens, mas, com uma luz que reflete nos cachos daquela moça, e os deixa mais laranja que uma tangerina, bem laranjinha, cachos com formato de molas e que forma um volume da areia de um deserto.
E logo atrás lá vem ele, todo bôbo, olhando pra aquele jardim pedalando, onde a propria flor está dentro daquele vestido que modela seu corpo e seus cachos ruivos soltos e bagunçados da forma mais atraente possível. E quando ela olha para trás e dar aquele sorriso, com o feixe da luz do sol que corre e passa pelas nuvens feito um louco para se encontrar naquele sorriso, Ahh (ele suspira), caramba, ele só falta cair da bicicleta quando aquele sinal laranja faz o seu coração parar de tanto amor por ela.
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