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Uma_entremuitasoutras

@Maria_rosas · desde 2025

o começo de uma futura escritora -poemas autorais-

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Morte

Flores mortas

Flores dançam na brisa Sorrindo sem precisão No jardim da vida Cada pétala é canção Orquídeas são tímidas, Violetas de ilusão e Tulipas que brilham Com pura tentação No perfume do vento Segredos vão e vem A natureza canta E a alma se mantém Cravoz desafiam o tempo, Lírios pedem perdão, Jasmim envolve o mundo Numa doce atração Rosas de paixão, Girassóis de verão Cada flor é um verso Um sussurro do coração Flores são os poemas Que a terra sabe rimar E quem sabe escutar Pode até se apaixonar A vida é um campo de flores Brotando entre dores e cores O tempo, jardineiro frio Poda o riso, rega o vazio Cada pétala é um instante Belo, frágil, delirante Florescem sonhos na contraluz Murcham Segredos que o vento conduz O amor é o espinho que ensina Ferida doce, luz que germina Ser flor é nascer Para o novo nascer Mesmo a flor que o tempo ferir Renasce no solo para nunca partir E mesmo quebrada Aprende a prosseguir.

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Pai

Sempre presente Com jeito valente, Seu toque é quente E me deixa contente. Alimenta a família toda E ainda sim, É uma ótima pessoa. Você é sempre sincero Sua mente é um mistério Parece durão por fora Mas sei que por dentro chora. Tem um jeito meio fechado Mas por nós é dedicado, Me ensina mais com um olhar Do que muito sabem falar. As vezes parece durão Mas tem açúcar no coração, Fala verdades que doem Mas que no fundo me constroem. Traz um olhar amigo Mesmo calado tá sempre comigo, Mesmo quando erra a mão Nunca erra com o coração. Levo suas falas, sua calma, seu vem Mesmo quando a vida exige um porém, Carrego seu jeito, meio bruto, meio além E suas broncas que viraram meio amém. Mesmo que eu cresça e vá além, Sempre vou ser sua pequena também Pois no fundo só quero te ver bem.

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Setembro amarelo

Uma data importante A luta pela vida De forma constante Quem chora de noite Mas ri por costume Faz do riso um coite, Esconde a dor no perfume Aparências enganam O sorriso distraí, O choro é mudo A dor não sai. Passa batido Sem deixar vestígios Quem vê não sente Quem sente, finge alívio. Olhos que brilham de dia Podem sangrar no escuro Nem tudo que é calmo por fora Deixa ver o que a alma chora.

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Trilhos

Sozinho nesse trilho Esperando um trem Vindo a caminho Ninguém se lembrou Do meu aniversário Mas que Hilário Escrevo em meu diário Mais um dia E mais um horário Como consigo Ser tão solitário Em um mundo tão lotado?

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Tempo

Tempo As árvores vivem por vários anos E conhecem vários humanos, Queria pedir conselhos e Reparar os meus erros Cada memória fica gravada Na longa estrada De toda sua jornada Vivo no mundo Sem um rumo Mas um propósito Não muito lógico Eu vou indo devagar Sem ao menos pensar Seguir o coração Com minha última oração O futuro é incerto Como um livro aberto O passado é irrecorrível A sentença de um tempo inflexível Já o presente... a esse sim, Esse é bem diferente Ele é urgente, que dá e nem sente Mas tambem é fugaz e logo se desfaz

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Flores

Flores Alguns senhores Olham pras Flores Cheios de dores O meu girassol Apresenta seu lençol Na camada do verão Abrindo seu botão No fim do verão O outono chegando O clima esfriando E eu aqui só olhando Folhas caindo Crianças sorrindo Correndo na rua Em plena luz da lua

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Querida mae

Querida mãe Em seus braços aconchego Em seus passos sossego Sua voz me trás clareza Mesmo em meio a incerteza Em seus olhos um brilho Em seus abraços um carinho Um momento profundo Carrega meu mundo Entre risos e piadas A paz ali reinava Entre seus carinhos e beijos Se concretizavam meus desejos Entre amores e flores Você curava minhas dores Um boa noite presente Com um olhar sorridente Entre seus lábios Palavras de amor Com todos seu esplendor Me ensine o que é o amor

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Sinceras

Sinceras Das quão Sinceras sejam suas palavras As quais deveras machucam minha alma Apertando meu pescoço e rasgando Meu último e único esboço.