Por Márcio Sanches
O céu as vezes dá conselho
Quantas conversas adiadas
Se olha na frente do espelho
A vida lhe armou ciladas
Deixou de viver a vida
Reclusa, perdida e escondida.
O céu dá conselho
De como passa o tempo
Da cartola sai como o coelho
Num passe de mágica
Passou os dias
Já não há mais tempo.
Nos deixou antes do tempo
Perdeu seu tempo
Vida atemporal
Não foi normal
Não percebeu os sinais
Os conselhos do céus
Fundamentais, eram vitais
Para perceber o adeus
Vivemos dias de
Aviso do Céus.
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Por Márcio Sanches
Um mês todo especial
Décimo primeiro mês do ano
Vizinho bem juntinho do Natal
Do calendário gregoriano.
Dizem que são filhos do carnaval
Eles curtem todo ano
Sempre de alto astral
Mês do escorpiano e sagitariano.
Doce Novembro
Chega e leva tudo aquilo
Que Já não me lembro.
Novembro doce
Quem dera, que fosse
Sempre Novembro.
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Por Márcio Sanches
Ela é simpática
E a ninguém fere
Sua beleza estelar
Vence toda intempérie.
Com sua alegria contagiante
Segue sempre constante
Rumo a felicidade.
Quem a vê, confunde a idade
Sabe por quê?
Nela mora a excelência
em toda sua essência.
O que ela tem de melhor
É a complacência,
e a decência de quem
Sabe a consequência
de viver bem.
Essa mulher que pouco conheço,
É alegre e plena
Sua amizade não tem preço
Mais valiosa que muitos euros.
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Por Márcio Sanches
Você não é aquele
Que viaja pra esquecer?
Eu já te vi antes...
fugindo dos fantasmas
Procurando em vão
Suas planícies do silêncio....
Seu caminho e o meu
E em breve serão um só,
E você renascerá
Como um homem maior
Que seus medos.
Outrora um andarilho
Sem norte,
Sem leme,
Sem timão.
Renascer todo dia
É um emblema
Em forma de poema
Na vida do andarilho
Oposto da contramão
Na minha mente
Nasce um poente
Que não se põe
Futuro por favor
Não se ausente
Se apresente.
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Por Márcio Sanches
São as palavras
Que curam feridas
São as mesmas que fazem
O poeta viver
A palavra lançada
Jogada no ar
Jamais volta atrás
Bálsamos de amor
Plantadas todos os dias.
Palavra esquenta a alma
Poema e poesia
Composta em alegria
Em perfeita sintonia
Cada palavra
É uma sinfonia
Espanta a agonia
Na doce palavra
Prevalece a isonomia
Da profana a puritana
Sem jamais esquecer
De Cora coralina e Mário Quintana.
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Por Márcio Sanches
Vou levar um vinho
Pizza com champignon
Queijo brie a saborear
Um momento a dois
Viver esse momento lindo
Em um dia de domingo
Acordar com teu sorriso
Andar de mãos dadas
Pelas ruas e estradas
Sentindo na pele
O dom do amor.
A brisa do vento na calçada
Como é bom
A marca de batom
No rosto glacê
Uma noite com você
Sem notar o demodê
Regado um vinho rosé
Ah! Champignon
Me faz sorrir
De tanto sentir
Um amor frenesi
Ah! Champignon eu digo sim
Pra esse amor carmesim.
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Por Márcio Sanches
Amou, mas não recebeu
A paixão não apareceu
O coração se encolheu
Longas noites
Cama vazia
Silêncio
Nenhuma resposta
Mensagens no vácuo
Nenhum retorno
As cartas escritas
Nenhum amor
Em troca de amor
Embriagada na solidão
Estava convencida
De que ninguém
Se importaria com ela
Bebeu o vinho do desprezo
No cálice do vilipêndio
Em densas fumaças
Sob clima de incêndio
Tentou agradar
Mas não agradou
A santinha partiu
Para uma viagem sem volta
Morreu do mesmo jeito
Que viveu
sozinha.
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Por Márcio Sanches
Eles protegem
Todos os versos
Ficam na linha de frente
De quem vem emergente
Contra quem é intransigente
Eles se armam com rimas
Eles lutam pelo esquadrão
Lutam com papel na mão
Lutam sem usar a força
Lutam pela lealdade das letras
Usam a espada da poesia
Desbravam mundos imaginários
Com escudos da licença poética
Protegem seu quartel general
Os soldados da poesia
Atendem a freguesia
Sempre com maestria
Recebem aplausos
Como cortesia
Da sua amada membresia.
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Por Márcio Sanches
Já disse que te amo hoje ?
Necessito me expressar
Necessito expressar-me
Necessito de um expresso
Necessito de um café expresso
Espero o expresso da meia-noite
Expressei meu amor
Antes que o café expresso
Saísse da máquina.
Saio com pressa
Para expressar meu apreço
Por amor do expresso
Saio expressivamente
Perdi o expresso Guabiroba
Eu tenho pressa de expressar-me
Na pressa do teu regresso
Ingresso no teu mundo
Com um ingresso pro teu mundo
Eu confesso que te peço
Confio no progresso
Pois a ordem é egresso
Nela eu tropeço
E me estresso.
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Eu sempre quis ter
Um amor assim
Que me complete
Me inspire, a ser melhor
Não que me traga felicidade
Porque feliz eu já sou
E não colocaria a minha felicidade
No colo de outro
Mas um amor amigo
Que me traga paz e dias bonitos
Amor que me leve excelência...
Me traga a essência
Da mais bela flor
Beijos de um beija-flor
Que me traga equilíbrio
Que me de as mãos
E que me ensine sobre
Coragem, força e resistência
Esse amor amigo
Que traga consigo
Sonhos de um desejo antigo
E vem junto aquele céu
E leva junto um mausoléu
De um passado triste.
Por Márcio Sanches e Talita Cardoso.
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