Eu não mereço
Sou queda, sou falha, sou pó que insiste em errar. Fugi do amor que me preenchia, mergulhei em rios rasos achando que eram profundos. Meu espírito chorava por santidade, minha carne colecionava pecados. Caí tantas vezes que a dor virou costume. E do fundo do abismo eu clamei. Então o céu se inclinou. Uma mão me alcançou. Uma voz me chamou pelo nome. Fui lavada, fui refeita, fui vestida de branco. Não por merecimento, mas por amor. Nada sou, e ainda assim Ele me chama de Filha. E nada Nem a morte, nem a vida, Nem os anjos, nem os principados, Nem as potestades, nem o presente, nem o porvir, Nem a altura, nem a profundidade, Nem alguma outra criatura nos poderá separar do amor de Deus, que me encontrou...
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