Luiz Alberto da S. C. Jr @MaNiNhOnOoB
Poema

Lixo que sou

É pra me sentar e lembrar Todo o lixo que eu sou Estende uma mão pra ajudar E a outra que sempre atacou Um vazo ruim que não quebra Tuas pedras que batem dilacera Trinca vaza e seca de amor E morre tudo o que é flor Esse caminho que sigo Eu levo sempre comigo Um vazio pra encher Com qualquer algo pra fazer Não parecer tão vazio Deserto tão quente e tão frio Que nada consegue crescer E mesmo está longe de Nascer. Mas morre Dentro de mim Essa vontade de crescer Morre e eu vejo o fim Antes mesmo de tentar Tuas mentiras Me fazem acreditar Que é pra sentar e lembrar Todo o lixo que sou E nunca vai mudar

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