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Tatieli Menezes

@MENEZEStatieli · desde 2018

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Poema

Cólera

Fogo em brasa alastrante Fulgura o sentimento que invade o meu coração Corrói minha pele Come minha carne E me espezinha como um inseto no chão A cólera é uma coleira Donde sou minha guia Diante da raiva que sinto Me guio em direção à vindita

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Teatro

O pé de Sapiens

Semeia Cresce Floresce Uns dão frutos, outros nem frutos dão, alguns são somente para admiração, enquanto outros são perigosos tem espinhos ou são tóxicos Mas todos perdem suas folhas durante vários e vários ciclos Até que chega o finito do que achávamos infinito

Vida

O aviso

Eu sinto a vida escorrendo pelos dedos Sendo levada pelos ventos como folhas ao ar. Eu vejo a brisa da desgraça Tocando a cortina, e saindo como quem diz: eu vim "avisar".

Poesia

Casa Grande

Quanto maior a casa Maior a tristeza O silêncio senta a mesa E a amargura começa a falar: - Tens tudo, por quê estais tão triste? O silêncio então resiste e ali se põe a pensar A cabeça lhe diz: - Por que tão infeliz? De tudo fiz para seres feliz, mas preferes reclamar, reclamar, reclamar.... Acaba a refeição, mais uns minutos se vão até o silêncio levantar, consigo vai junto a clausura de uma vida infortuna que achava amar.

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Vida

O sal

Aquilo que nos embeleza muitas vezes nos estraga. A vida é como o sal na culinária, pouco fica insosso, demais fica salgado, na medida fica saboroso. Nem sempre acertaremos a "mão", mas só aprimoramos o prato da vida experimentando, errando e acertando. Não há fórmula certa, porquê nem sempre teremos os mesmos temperos, os mesmos sentimentos e os mesmos utensílios. E muitas vezes só queremos agradar o nosso próprio paladar ou de outrem e sempre estaremos a espera do elogio ou da crítica para acompanhar na degustação.

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Poema

As trombetas do Paraiso

As minhas tristezas Só Deus ei de entender; Cada pranto escorrido Os bem-aventurados espíritos ão de enxugar Quem dera se um dia alguém descobrisse os mistérios da vida; Criassem a poção da alegria; Ou exterminassem a tristeza do ar Mas boba sou eu. Eu? Sim! Tudo isso já existe. Pois nunca vi anjo triste Ou querubins sem musicar

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Poema

O Zé

Pobre desgraçado Escravo sem trabalho Da fome e da humilhação Sofrido bendito Inimigo do abrigo da água e do pão. Árido lábio rachado pela brisa da poeira do Sertão Diz ter 40, embora 80 reflita os anos de judiação. Mas de toda tristeza a fé põe na mesa a força pra aguentar Chama Padre Cícero, São Bento e São Benedito, que até calango se põe a rezar. Os olhos esbugalhados, roupas que mais parecem trapos mostram de onde ele vem Dos "Zé's" do Brasil, este é um de mais de cem.

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Poema

Miração

Quando olhei para trás Vinha ela... Com os cabelos reluzidos pelo formoso sol vespertino Montada em um virtuoso cavalo que galopava reto em minha direção Naquele momento até o irracional animal compreendeu que eram encontro de passados Parou-se de lado... Enquanto mirávamos no tempo-espaço E até o canto dos pássaros recitavam a melodia dos olhares... Era como contemplar a nossa reencarnação.

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Vida

Nada Mais

Mantive-a viva enquanto pude Agora já nada mais tenho a oferecer-te Cabe a ti seguir teu caminho Pois se tu já morreste por dentro Eu nunca vivi.

Amor

A Carta dos Mil Anos

Mesmo que se passe mil anos, tu serias a música mais tocada em minhas lembranças, é como sonho de criança que desperta ao recordar. Infinito. Saudoso. "Bendito Amar". Dessa longa espera de triunfos e guerras, nada ocupa mais minha mente do que vossa presença ausente, longínqua dor a martelar. E de mil anos de espera, um dia sei que voltarei a te mirar, aquele que sonha remoe a tristeza, pois nessa angustiante passagem avessa fui a causa da dor da morte do "amar".

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