Tudo está em branco
Como a neve ao tampar o chãos
Persistindo em apagar as cores ao redor
Até que tudo desapareça num branco puro
Nesse momento desejo ter em minhas mãos
Uma simples cor que esquente minha alma
Rabiscando com meus pés a pura neve
Até que se espalhe
Mostrando além do branco
A verdadeira cor da grama
Nesses dias longos
As rimas se perdem no espaço
As músicas desaparecem com meus pensamentos
E tudo fica em branco
Ao redor de minhas decisões
A dúvida se entrega as escolhas
O que deveria fazer?
Nem mesmo as perguntas a ser ditas
Parecem se formar corretamente
Afetando meu consciente
Existem tantas opções
Ao mesmo sinto
Que não há nem mesmo uma
A ser considerada
Transformando mais uma vez
Meus rascunhos no puro branco da neve
Aonde cada traço da grama
Deixa de existir.
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A noite tão fria me cobriu na escuridão
Meus ouvidos atentos a cada respiração
Doce noite infeliz que me pegas-te em devaneios
O sono tão longe se escondeu sem rodeios
Meus olhos atentos a cada movimento
Mas a escuridão me prende em sereno
O céu a fora talvez estava belo
Mas não me levantei para ver tal momento
Apenas me prendi a cama como se estivesse morrendo
Enquanto as lágrimas rolavam sem arrependimento
A noite foi minha companheira
A insonia meu pesadelo
Os pensamentos minha gasolina
E as lágrimas o fogo à se alastrar
Mostrando que não existe sorriso em todo lugar.
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Isso é cansativo
Esperar de mais
Desejar de mais
A vida é cansativa
Ver tudo ir embora como se fosse nada
Como se nunca estivesse ao alcance
Perdida em pensamentos
Me lamento pela fraqueza
Hoje tudo parece morrer frente a meus olhos
Essa dor é tão real
Esse corpo pesado
Meus pensamentos explodindo
Me fazendo vagar nessa imensa dor
Pensando fortemente no quão fraca sou
Agora me jogo no sorrir
Sem intenção de mostrar
Que hoje esse rosto agoniza
Que sente falta
Que antes desejou,
Implorou e agora chora
Por uma espera jogada ao vento
Por um desejo que se tornou impossível
Por um fim doloroso
Por um adeus
E as últimas imagens que vagam naquele adeus
Um fraco ser vivo deixando de viver
Por falta de recursos
Porque o mundo
Esse mesmo mundo que vivemos
É mercenário até quando se trata de salvar uma vida
Diminuindo tudo que não for humano
Transformando os outros seres vivos em objetos
Para se ganhar em cima de sua fraqueza
E isso é muito triste
Agora penso ser um humano sem nada
Pois tudo que pude fazer até esse momento
Foi acreditar.
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Perdi-me frente ao mar
Aonde o corpo começou a me levar
Sem o comando do pensar
Hojê, tão fraco aparento estar
Hojê, choro para essa extensão a frente
Da qual não parece haver fim
Ilhas a vista
Tão pequenas ao longe
Me faz desenhar ao seu alcance
Uma estrada para esses sentimentos
Digo as ondas sem hesitar
O quanto não estou contente
Estraguei meu eu
Meu ser se desfez
Em frente ao mar me torno lágrimas
Me formo de palavras
Em direção ao horizonte distante
Para que não sobre mais nada
Tão ego perdido na água
Feito a poluição
Que muitos sabem e mesmo assim o fazem
Destruindo parte da vida de nossa natureza
Aqui me sobra o gelo do vento
Hojê, nada mas existe
Apenas a realidade em frente desses olhos
Acalmando este ser
Trazendo junto das ondas a paz
Que tanto desejei ter.
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Talvez não seja sua culpa
Com essa tarefa a se adaptar
Da qual nunca foi capaz de seguir a diante
São personagens
Presos no seu próprio mundo caótico
E você não sabe o que fazer
Para não se afogar num mundo criado por suas próprias mãos
E esquecer que a tal conhecida realidade
Ainda existe.
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Vento que me leve
Me faça sentir no ir
Uma brisa a me conter
Me deixando perto do fim
Entre as risadas apagadas
E o doce gosto do sal
Uma forte esperança
De poder ver o sol
Oh, minha bela lembrança perdida
No tempo que se deixou somir
Que de tão triste fizeste calos
Trazendo ao meu peito
Um vermelho manchado
No que já vi com esses olhos
Já senti com essas mãos
Já chorei com minhas lágrimas
Que já cortou meu coração
Ei de me atirar aos lençóis do quarto
Tentar me apagar nas noites sem sentir
Fingir que pouco me faz falta
O tanto desse ir e vim
Uma fria parede branco gelo
Diante desses olhos secos
O tick tack do relógio
Me fazendo enlouquecer nos meus ofegos
Somos loucos desde o momento
Que o sono se vai por pensamentos acesos
Como uma lâmpada que ilumina a noite
Mesmo que não aja luz nos nossos aposentos.
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Me sinto distante
Como se tudo a minha volta
Estivesse flutuando para os céus
Dentro de meus pensamentos
Um mundo novo se formando
Ao qual nunca irei alcançar
Me pergunto o porquê
De estar perdida entre essa ilusão
Me desfazendo da realidade
Que sempre me poem sobre pressão
É tão confortável olhar para o alto
Sentir toda minha imaginação flutuar
Como se fossem bolhas de sabão
Transmitindo em sua transparência
Minhas invenções sem sentido
Até que se desfaça no céu
Acordando nessa realidade
Meus pés cansados,
Carregados à se arrastar
No chão dessa vida
Me levando sobre pressão
A becos sem saidas
Porque não consigo
Mudar essa rota corrosiva?
A dor em meus pés
Me para à cada virgula
Dessa grande história ridícula.
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Tão doce cor que sintoniza com a minha alma, me quizeste em desarmonia com o mundo e me criaste entre sofrimento.
Tão real seja a dor em meu ser atormentado, tão forte saíste em belas linhas marcadas num papel e provocadas por essas mãos ao segurar um lapis partido, apenas, pela frustração do amanhecer.
Agora, quem sou?
Um ser provocado pela natureza, impuro por seus medos e formado de segredos, tão sois pecado de minha mente caida na solidão desse mundo aparentemente "feliz".
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Para longe o vento sopra
Levando com ele os pensamentos
Sonhos se perdem no acordar
Lágrimas que insiste em ficar
Um momento que passa
Sentindo o presente ao caminhar
Para cada viver encontre um sorriso
A calma dos dias que passam vivos
Se quer sonhar com o futuro
Lembre que está no presente
Para que viver em desespero?
Pare e pense!
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Em um copo vazio
Uma jarra despeja a água
Como se não houvesse fundo
Tudo continua a cair
Na direção de um pequeno copo
Assim os dias continuam a passar
Como num livro qualquer
Que a cada virar de paginas
Conta um novo amanhecer
A mesma história se repete a cada dia
De novo e mais uma vez
Uma jarra despeja água
Em um pequeno copo
Em cima de uma mesa quebrada
Sem índice de uma pausa
Assim o copo começa a transbordar
Molhando aquela mesa
Que devido à estar quebrada
Despeja a água no chão da casa
Transformando-a em uma poça
Mas como pode um copo segurar
Toda a água dessa jarra sem fundo
Quando suas barreiras não são suficientes
Para aguentar um transbordar?
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