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Lyira

@Lyira · desde 2020

Deixe o son tocar sua alma Numa sinfonia sem fim Dentro do seu mar as palavras soaram Numa cantinga cheia de vida mostre-a para mim!

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Em branco como a neve

Tudo está em branco Como a neve ao tampar o chãos Persistindo em apagar as cores ao redor Até que tudo desapareça num branco puro Nesse momento desejo ter em minhas mãos Uma simples cor que esquente minha alma Rabiscando com meus pés a pura neve Até que se espalhe Mostrando além do branco A verdadeira cor da grama Nesses dias longos As rimas se perdem no espaço As músicas desaparecem com meus pensamentos E tudo fica em branco Ao redor de minhas decisões A dúvida se entrega as escolhas O que deveria fazer? Nem mesmo as perguntas a ser ditas Parecem se formar corretamente Afetando meu consciente Existem tantas opções Ao mesmo sinto Que não há nem mesmo uma A ser considerada Transformando mais uma vez Meus rascunhos no puro branco da neve Aonde cada traço da grama Deixa de existir.

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Noite fria

A noite tão fria me cobriu na escuridão Meus ouvidos atentos a cada respiração Doce noite infeliz que me pegas-te em devaneios O sono tão longe se escondeu sem rodeios Meus olhos atentos a cada movimento Mas a escuridão me prende em sereno O céu a fora talvez estava belo Mas não me levantei para ver tal momento Apenas me prendi a cama como se estivesse morrendo Enquanto as lágrimas rolavam sem arrependimento A noite foi minha companheira A insonia meu pesadelo Os pensamentos minha gasolina E as lágrimas o fogo à se alastrar Mostrando que não existe sorriso em todo lugar.

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Isso é cansativo Esperar de mais Desejar de mais A vida é cansativa Ver tudo ir embora como se fosse nada Como se nunca estivesse ao alcance Perdida em pensamentos Me lamento pela fraqueza Hoje tudo parece morrer frente a meus olhos Essa dor é tão real Esse corpo pesado Meus pensamentos explodindo Me fazendo vagar nessa imensa dor Pensando fortemente no quão fraca sou Agora me jogo no sorrir Sem intenção de mostrar Que hoje esse rosto agoniza Que sente falta Que antes desejou, Implorou e agora chora Por uma espera jogada ao vento Por um desejo que se tornou impossível Por um fim doloroso Por um adeus E as últimas imagens que vagam naquele adeus Um fraco ser vivo deixando de viver Por falta de recursos Porque o mundo Esse mesmo mundo que vivemos É mercenário até quando se trata de salvar uma vida Diminuindo tudo que não for humano Transformando os outros seres vivos em objetos Para se ganhar em cima de sua fraqueza E isso é muito triste Agora penso ser um humano sem nada Pois tudo que pude fazer até esse momento Foi acreditar.

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Digo as ondas

Perdi-me frente ao mar Aonde o corpo começou a me levar Sem o comando do pensar Hojê, tão fraco aparento estar Hojê, choro para essa extensão a frente Da qual não parece haver fim Ilhas a vista Tão pequenas ao longe Me faz desenhar ao seu alcance Uma estrada para esses sentimentos Digo as ondas sem hesitar O quanto não estou contente Estraguei meu eu Meu ser se desfez Em frente ao mar me torno lágrimas Me formo de palavras Em direção ao horizonte distante Para que não sobre mais nada Tão ego perdido na água Feito a poluição Que muitos sabem e mesmo assim o fazem Destruindo parte da vida de nossa natureza Aqui me sobra o gelo do vento Hojê, nada mas existe Apenas a realidade em frente desses olhos Acalmando este ser Trazendo junto das ondas a paz Que tanto desejei ter.

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Personagens

Talvez não seja sua culpa Com essa tarefa a se adaptar Da qual nunca foi capaz de seguir a diante São personagens Presos no seu próprio mundo caótico E você não sabe o que fazer Para não se afogar num mundo criado por suas próprias mãos E esquecer que a tal conhecida realidade Ainda existe.

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Somos Loucos

Vento que me leve Me faça sentir no ir Uma brisa a me conter Me deixando perto do fim Entre as risadas apagadas E o doce gosto do sal Uma forte esperança De poder ver o sol Oh, minha bela lembrança perdida No tempo que se deixou somir Que de tão triste fizeste calos Trazendo ao meu peito Um vermelho manchado No que já vi com esses olhos Já senti com essas mãos Já chorei com minhas lágrimas Que já cortou meu coração Ei de me atirar aos lençóis do quarto Tentar me apagar nas noites sem sentir Fingir que pouco me faz falta O tanto desse ir e vim Uma fria parede branco gelo Diante desses olhos secos O tick tack do relógio Me fazendo enlouquecer nos meus ofegos Somos loucos desde o momento Que o sono se vai por pensamentos acesos Como uma lâmpada que ilumina a noite Mesmo que não aja luz nos nossos aposentos.

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Distante

Me sinto distante Como se tudo a minha volta Estivesse flutuando para os céus Dentro de meus pensamentos Um mundo novo se formando Ao qual nunca irei alcançar Me pergunto o porquê De estar perdida entre essa ilusão Me desfazendo da realidade Que sempre me poem sobre pressão É tão confortável olhar para o alto Sentir toda minha imaginação flutuar Como se fossem bolhas de sabão Transmitindo em sua transparência Minhas invenções sem sentido Até que se desfaça no céu Acordando nessa realidade Meus pés cansados, Carregados à se arrastar No chão dessa vida Me levando sobre pressão A becos sem saidas Porque não consigo Mudar essa rota corrosiva? A dor em meus pés Me para à cada virgula Dessa grande história ridícula.

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Um ser

Tão doce cor que sintoniza com a minha alma, me quizeste em desarmonia com o mundo e me criaste entre sofrimento. Tão real seja a dor em meu ser atormentado, tão forte saíste em belas linhas marcadas num papel e provocadas por essas mãos ao segurar um lapis partido, apenas, pela frustração do amanhecer. Agora, quem sou? Um ser provocado pela natureza, impuro por seus medos e formado de segredos, tão sois pecado de minha mente caida na solidão desse mundo aparentemente "feliz".

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Pense

Para longe o vento sopra Levando com ele os pensamentos Sonhos se perdem no acordar Lágrimas que insiste em ficar Um momento que passa Sentindo o presente ao caminhar Para cada viver encontre um sorriso A calma dos dias que passam vivos Se quer sonhar com o futuro Lembre que está no presente Para que viver em desespero? Pare e pense!

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Transbordar

Em um copo vazio Uma jarra despeja a água Como se não houvesse fundo Tudo continua a cair Na direção de um pequeno copo Assim os dias continuam a passar Como num livro qualquer Que a cada virar de paginas Conta um novo amanhecer A mesma história se repete a cada dia De novo e mais uma vez Uma jarra despeja água Em um pequeno copo Em cima de uma mesa quebrada Sem índice de uma pausa Assim o copo começa a transbordar Molhando aquela mesa Que devido à estar quebrada Despeja a água no chão da casa Transformando-a em uma poça Mas como pode um copo segurar Toda a água dessa jarra sem fundo Quando suas barreiras não são suficientes Para aguentar um transbordar?

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