Caindo em um poço profundo tentando não se afogar
Nado até a costa apenas para ser lançada ao vento
Perdendo a coragem aos poucos
Sufocando em repressão satisfações passageiras
Perco sorrisos fugazes do tempo a todo momento
Rezando por um milagre
Suplicando pelo amanhã
Sombrio
Sem coragem de andar na prancha
Perdida entre o eu e o agora
Passado
Presente
Roubando um futuro decadente
Em meio há lágrimas engolidas pelo mar
Afundo ainda mas
Levada pela correnteza
Despejando hipocrisia em mim mesma
Paralisada pelo egocentrismo
Dívidida em egoísmo
Criando uma jaula putrida
Afundando
Afundando
Até o fundo
Sem fundo
Sem fim
Torno-me uma alma errante
Caindo em desespero
Devastada pela dor
Apenas caindo
Anestesiada ao longo do tempo
Sem desejos
Sem vontades
Sem amores
Em meio a dor e desespero
Deixando de sentir
Deixando de existir
Em voz
Perdida
Condenada
Acorrentada
Ao fundo do mar
T.S
De pés descalços deixando rastros
Espalhados na areia
Marcas de passos e percalços
Ensanguentados pelo tempo
Incapazes de sarar
Incapazes de inflamar
Vagando sem rumo pelos segundos
Apenas esperando o mundo passar
O tempo acabar
T.S
Que dor é essa
Dor essa que foge aos olhos nus
Dor essa que se esconde em camadas
Em cavernas não habitadas
Em fantasias idealizadas
Que Dor é essa
Ignorada
Fantasiada
Que Dor é essa
Que habita sem querer partir
Que consome
Sem sumir
Deixando prestes a ruir
Que dor é essa
Que corrói
Sem aviso prévio
Pouco a pouco
Que dor é essa
T.S
Em desespero perco controle
Onde pequei deixando rastros escuros
Navegando em dúvidas
Abro mão da liberdade
Atada a correntes invisíveis perco longos suspiros
Sufocando gritos agudos
Ecoando na multidão
ressoam perdas irreparáveis
Navegando em dores indomáveis Implorando clemência ao implacável Engolindo pedras
Com pés ensanguentados
Delirando em meio aos sonhos estilhaçados
Confundindo real com imaginário
Nadando em delírios perdendo aos poucos a sanidade
Fio a fio
T.S
Mesmo que os dias pareçam escuro
Mesmo que as cortinas estejam desgastadas
E as histórias mal contadas
Sempre há um fio
Levando aos desejos
Polindo uma lousa bagunçada
Abrindo caminho para mais um conto
Mais uma página em branco
Não será o fim apenas o começo?
Início e fim
Fim e início
Entrelaçando-se
Em um só
Embaraçando-se
Até formarem
Um nó
T.S
Tolice não?
Achar algo dentro da solidão
Navegar de encontro a escuridão
Ah...
Nesse voo sem rumo
Já nao existe chão
As trilhas perderam-se em devaneio
As encruzilhadas partiram-se ao meio
Diga onde está
Apenas diga onde está
Talvez alguma paz jaz de dar
T.S
Sou ferro
Sou molde
maleável
Frágil
Please!
Não esmague
Não quebre
Não queime
Aqui já há tantos cacos
Pedaços perdidos através do espaço
Não chore
Não sou o que ficou
Sou apenas tudo que restou
.......
Dizem que o começo teve sempre um fim
Fecho os olhos
Sinto
Ouço
Temo tanto por mim
Não sou o que ficou
Sou apenas o que restou
Esmagada
Suprimida
Tentando desesperadamente
Apenas não sumir
Não desistir
Gritos ecoam no espaço
Entre a dor e a confusão
Há tanto aqui
Tantas coisas ruins
Ando pelas ruas
Pavor e receio seguem meus passos
Sussurros ecoam
Porque importa tanto?
Temo já não estar aqui
Temo tanto por mim
Temo tanto magoar
Temo tanto a cada passo
Espero cair
Escorregar
Onde a maldade e a inveja começam?
Onde o amor e o ódio terminam?
Até onde serão capazes de chegar
Temo tanto
Tanto
Que já não há espaço
T.S
Onde começa o fim
O início recomeça
Em um ciclo a vida acaba
Querido já não sou mais tão pequena
Já sei como sua indiferença fere
Como seus olhares machucam
Como suas lágrimas já não aquecem este tolo coração
Triste não?
A que ponto machucou-me ao ponto da apatia ?
Quisera eu estar tão longe ao ponto de perder-me
Mas temo já não haver um eu
Sozinha em um deserto de pensamentos vago sem saída
Sem desejos
Remorços ou anseios
T.S