QUESTÕES D'ALMA
As horas escorrem, silenciosas. Momentos finais que parecem eternos. O vento arrasta a campina, como a última carícia de um amante e sopra ao meu ouvido uma velha canção de adeus. O sol demora a se pôr no horizonte e as garças ao longe, ingressam em um vôo lento. As últimas folhas de um carvalho se desprendem de seu galho, como as crias que deixam os braços maternos. E enquanto tudo se despede, a alma permanece a espera de sabe-se lá o quê! Talvez um futuro próximo, ou um passado longínquo que insiste em vir á tona. - Lucinda Price
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