O céu parece desbotado
E tudo estático demais.
Meu cérebro está viciado
Em rebobinar o que não há mais.
Tudo isso é passado
E não preciso mais dormir;
O presente parece adocicado
Porque você está aqui .
Vamos sair às quatro
E caminhar perto do mar;
Sob o Sol que ofusca os barcos
Vamos nos abraçar e cantar.
Segurando sua mão delicada,
Não me canso de afirmar:
“Minha perna está enferrujada,
Mas valeu a pena te esperar”.
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Já esperava receber esse corte;
Não houve muito o que fazer.
Não sou de grande porte
E isso continua a doer.
Engoli tantas vezes
Que fiquei com indigestão.
Todos esses meses
Em pura combustão.
Caminho nesse chão
E sei que você também.
Nunca ouvi o seu não
E isso não me fez nada bem.
Você se afastou
E Parte de mim foi embora.
Nada mudou
E essa ferida só piora.
Meu erro foi aceitar ser mudo;
Não sou alguém que mente.
Agora quero ficar surdo,
Pois você ecoa eternamente.
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Eu poderia fazer esse tempo
Ser bem menos parado.
É sempre o mesmo momento.
Sei que algo está errado.
Essas mãos ilesas
Não trabalharam o suficiente,
Possuem poucas defesas
E isso é tão deprimente...
Se eu quebrar meus ossos
Será por andar para frente.
Caminhar em dias chuvosos
Deve levar a outro presente.
Esse peso aumenta em mim
E essas raízes cobrem meus pés.
Pregado no mesmo fim,
Espero seguir algum viés.
Isso é difícil de resolver,
Mas o certo é sempre tentar.
Comecei a perceber
Que meus ossos preciso arriscar.
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As gotas do passado
Começam a cair de repente.
Tudo foi mudado
E é confuso esse presente
Ventos de lembranças
Incitam o anacronismo.
No presente se avança...
Mas meu futuro parece um abismo.
Num vendaval de incertezas
Sinto uma brisa otimista
Levados por correntezas
Meus sonhos me dão pistas.
No meio do escuro
Vejo faíscas de alegria,
Vejo um incêndio no futuro...
Por que me abraças, nostalgia?
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Se eu pudesse te ver hoje mesmo
Listaria assuntos para conversar,
Mas na verdade prevejo
Que minhas palavras irão se embaralhar.
Eu poderia falar
Do emprego que perdi
E você me contar
Um sermão sobre persistir.
Realmente o tempo voa
E não há como o prender.
Você, eu e amigos na lagoa
E sua mãe ligando para você
.
Tenho o presente guardado
Que iria te entregar
E também decorado
Um poema peculiar.
Mas estranhamente
Foi-se passando as horas
E tão subitamente
Você tinha ido embora.
Ei, vamos nos reencontrar!
Estou disposto a te esperar!
Vamos discutir novos assuntos
E passar um tempo juntos.
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A terra
Tende a nos prender
E enterra
O que poderíamos viver.
Oh,
Eu não quero ser vaidoso.
O pó
É nosso fim desastroso.
Sombras nos impedem
De ver o que realmente importa.
Os dias que se seguem
E é a vaidade que conforta.
Sou tão vazio!
Venha me preencher!
Andei em desvario,
Hoje eu quero viver!
Nada faz sentido,
Meu futuro é incerto.
Sou um ser finito
Cuja morte está perto.
Me mostre o certo,
Me ensine o que fazer.
Esteja por perto,
Pois só tenho Você.
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Hey, Amigo!
Os dias parecem tão escuros...
Hey, Amigo!
Todos estão em apuros.
O ódio
Sempre há quem prega.
O pódio
Fatalmente nos cega.
Querendo ou não,
É a nossa natureza .
Pensamento vão,
Cobiça, inveja e avareza.
Hey! Amigo!
A manhã está tão bela.
Hey! Amigo!
Você sempre está a espera.
Quando há fartura,
Por que ir ao mecado?
Sem medo de altura,
Para que ser encorajado?
Todo dia eu me apoio em mim.
Não interessa se eu vou ter fim.
Não preciso nem pensar,
Pois não posso mais parar.
Hey! Amigo!
Te desejo um bom dia.
Hey! Amigo!
Isso não mais ouvia.
Minhas mãos quebradas
Só mostram o fracasso.
Armei minhas ciladas.
O juízo agora é escasso.
Vou deitar na grama
Sonhando com a fama.
A indiferença me inflama
E a consciência clama.
Hey! Amigo!
Vou ser alguém melhor.
Hey! Amigo!
Não importa o meu suor.
Hey! Amigo!
No futuro eu acredito.
Hey! Amigo!
Como é ser infinito?
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Respiramos
Agora estamos aqui.
Andamos,
Mas parece que não vamos sair.
É como se eu quisesse parar,
Mas estou me arrastando
Pensando agir para mudar
E sempre ponderando.
Porque eu fui me meter nessa ?
Não, eu não me arrependo.
O tempo se apressa.
Não estou compreendendo.
Tampo os ouvidos,
Fecho os olhos com agressividade.
Tudo que foi vivido
É tudo verdade.
Então eu queria
Viver novamente,
Fazer o que faria
Sem medo do de repente.
Vou apenas viver essa vez
E toda minha esperança quase se desfez.
Vamos forçar uma razão para viver
E materializá- la como um ser.
Você me fez acreditar
Que eu posso recomeçar.
Que até quem não avança
Pode ter esperança.
Apenas sendo acertado na fronte
Para não querer pular da ponte.
Talvez eu seja doente...
Apenas drama de carente...
Coloco a minha máscara,
Escondo a realidade.
Ela inocente na chácara
E eu perdido na cidade.
Você me fez acreditar,
Que eu posso recomeçar.
Que até quem não avança
Pode ter esperança.
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Ela não aceita afronta,
Se põe a dizer.
Mas mente a idade na conta
E não faz por fazer.
Pensa que não está à altura
E quer subir mais.
Muita grana ela fatura
Mas o dinheiro vêm dos pais.
E ela é mais,
É muito mais,
Mas tem o mas,
O que ela quer e por que ela faz ?
Ela tem tudo
E acha que não tem nada.
Faz girar o mundo
E espera esmola na calçada.
Vai entender
Esse modo de pensar,
Acredita em todo mundo
Depois começa a duvidar.
Você tem tudo.
Quase tudo.
Está cansada
E é ousada.
Feche a porta
E comece a chorar,
Isso não te conforta
Mas ninguém vem te ajudar.
Você tem tudo
E se acha fracassada.
Eu me finjo de surdo
Ao ouvir essa piada.
Você é tudo.
Quase tudo.
É parte do meu mundo.
Vasculhando a minha mente,
Você ainda está presente.
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