Impassível
Indiferente, porque escolhera ser assim. A discrição de quem escolhe ser indiferente é tão notável quanto aquele que esforça-se a ser o mais excelente entre os homens. Veja, uma porção quente, e o outra fria, ambas num mesmo prato: Um destes será tão louvável, aprazível, que arrancaria aplausos até dos reis mais ilustres. O outro será tão infame, sórdido, por apresentar-se frio, insípido, que causaria náuseas e repulsa até em alguém sedento e faminto. No entanto, ambos são notáveis. Na reles extensão de todo esse mapa, excelentíssimos e miseráveis fazem parte da similar realidade.
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