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No banco da delegacia uma mãe chora pelo seu filho. No sofa de algum orfanato um filho chora por não ter uma mãe. E nesse marasmo do cotidiano há sempre alguém chorando. E pelo visto oventilador dessa vida tritura tudo, tritura todos. Porque o peso e o tédio da vida mal vivida se despedaçou, somos tão jovens, mas tão doentes. E nessa cidade selvagem se olharmos para baixo veremos que pisamos em poças, poças de sangue e lágrimas. E o que mais sobra; desânimo. Desânimo do cotidiano. Mas vivendo comigo, os cachorros, os ratos. As biqueiras e os comércios. Jovens lotando a igreja também há assassinos e perigos, e adultos lotam bares, perdas de fígados. As motos arrastando barulhos pelo bairro crianças com filhos, filhos sem pai. e mesmo assim nesse jardim sujo a esperança ainda cresce.
Poeta ❤️🩹🥀
Profundo, uma pura verdade. Parabéns 👏🏼