Se tu te dispusesses a mim...
eu te mostraria um mundo novo.
Meu mundo e teu mundo
num encaixe perfeito.
Se tu te dispusesses a mim,
descobririas quantos sorrisos cabem
em um só dia, todo dia um renovo.
Se tu te rendesses a mim...
Teria do teu sorriso
o meu compromisso favorito.
Se tu te dispusesses a mim,
saberias o que é afago.
Sempre morarias num abraço.
Se tu te dedicasses a mim...
Ah, como seria leve a tua vida!
Compartilharia dos teus amores
e das tuas dores.
Se tu optasses por mim,
como tua vida seria leve!
Afinal, já sou completa. Tu virias pra complementar o completo.
Pra tornar maravilhoso o que é perfeito.
Seria pacífica,
regada de amor,
mas tu me ajudaria a
carregar a minha dor?
Ah, se tu me tivesses...
Se tu dispusesses a mim
como primeira opção na multidão...
Eu te aceitaria como minha melhor
alternativa todos os dias.
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Saudades que o vazio traz,
de uma tarde de jogos e casa cheia.
O barulho do motor ligando,
E meu pai chamando:
Vamos, vamos, vamos!
Não se pode ficar triste entre 4 paredes.
Vamos, vamos, vamos...
Ver o pôr do sol, ver as árvores dançando,
ver as onças andando...
Anda, anda, anda...
Respira fundo, e abre um sorriso
Nessa estrada longa,
A tristeza está defasada,
Ficou na estrada.
Vamos, vamos àquele
ritual prazeroso,
hábito gostoso,
Paixão sem igual.
Vivemos, vivemos, vivemos!
Choremos, choremos,
choremos saudosos...
Vivemos, vivemos, vivemos!
Sonhemos, sonhemos, sonhemos...
Com quem não vive mais.
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Meu primeiro amor tinha
versos dísticos distópicos,
reunidos dentro de um livro que
nunca terminei.
Meu primeiro amor fazia rima,
soletrou nas entrelinhas,
E me deixou.
As linhas me abraçavam,
os dísticos me acalmavam
melhor do que qualquer paixão.
Meu primeiro amor se foi.
Às vezes, ele retorna e bate às portas,
de fato, quer entrar.
Às vezes permito...
na maioria das vezes, não.
Velhos amores!
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Você é sensível, sim. E isso é lindo. Significa que você sente de verdade, se importa de verdade, ama de verdade.
Você não precisa se justificar por cuidar, por amar, por se emocionar.
Faz tempo que não escrevo.
Faz tempo que não tenho motivos
como eu tinha antes.
"Ué, mas você tem motivos",
diria alguém que só assiste.
Mas, faz tempo que as poesias
perderam o sentido,
e a música não mais emociona.
Faz tempo que a estrada parece sem vida,
E que os dias são cheios de saudades.
As risadas guardam o seu vazio
E o céu é mais arroxeado.
Faz um tempo que o violão
não toca mais aquele acorde,
e que as páginas dos livros não são mais tão cativantes.
Faz tempo que os dramas não são mais tão intrigantes.
Há pouco tempo, a música parece
um pouco mais legal.
De vez em quando
um filme de Época é interessante.
Foi nesse exato momento,
que voltei a escrever uma
linha de um poema,
mas talvez a estrada não seja mais tão emocionante quanto antes.
E... tudo bem.
Tá nascendo vida, onde tu deixastes saudade.
O que era, já foi,
agora é saudade.
Novas risadas são construídas
com um "quê" de saudades.
Tudo bem...
Essa é a versão atualizada
da minha risada misturada com saudades.
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Todos somos poetas na solitude
Que sentimento bom é esse
Que quando cura, surge e
Emerge tão lindamente...!
Que liberdade é esta
De poder ser eu novamente
Que veio à tona depois de um longo tempo distante!
Este prazer de sorrir, cantar e dançar...
Voltou aos meus lábios, à minha boca e aos meus pés!
Sou eu aqui, novamente.
A cura chegou, e eu não posso acreditar no quanto ela é bela e serena. ❤️
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Você tem 26,
Mora sozinho,
E precisa trabalhar
naquela famosa escada de 6x1.
O dia amanhece, e deitado na cama,
Você sabe que é você por você.
A academia agora é uma prioridade, pois seu metabolismo não é mais tão veloz quanto antes.
Você liga a tv pra espantar a solidão.
Calcula sempre cada passo pra que o dinheiro no fim do mês renda.
No fim de tarde, toma um banho quente e tenta descobrir o que seu "eu" quer pra relaxar.
As vezes é solitário.
Às vezes é tanta paz que você dá gritinhos de alegria.
Às vezes você lembra de casa.
Às vezes a saudade sufoca.
Às vezes você chora.
Às vezes você dorme.
E você sempre come mal.
Crescer é estranho e solitário.
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Eu tenho antigas paixões.
Paixões que o tempo levou.
Tive paixões das mais diversas,
e meu primeiro amor rimava
e me trazia dísticos divertidos
e outrora tristes.
Lembro-me daquelas tardes enfadonhas, que só encontrá-lo me fazia mais de mim.
Esse escrito não é sobre amores...
É sobre tudo que nos fazia sentir vivos, mas que esquecemos ao longo do caminho.
Entre as gavetas empoeiradas do tempo,
um caderno amarelado sussurra versos
que um dia foram meu primeiro amor.
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