- Uma Vela Ao Vento
Prólogo: E às vezes penso que sou um águia ágil. Penso que realizo a minha lista de sonhos do meu caderno de adolescente bobo. Penso que as cores estão felizes na minha paleta. Penso que eu, finalmente, percebi o quanto tudo pode ser lindo. Mas o ocaso está em meu sangue, quando mais intenso, eu o sinto escorrer sob minha pele áspera do tempo. Eles me dão um choque de realidade. — Não! — pronunciam com tanta certeza que nem a dúvida se atreve a me controlar. — É apenas uma vela ao vento. Prosa: Estou perdido como uma criança tentando entender a vida, frágil como o vaso de porcelana que, no estresse do dia, quebrei. Sou viciado na melancolia, olho todos os dias para a yuurei-bana na sala de estar, é o meu novo passatempo peculiar. Busco sempre o melhor mesmo quando não há nada para dar, nada além de prepotência. Há dias os corvos rodeiam a minha casa, eles esperam e almejam provar da minha carne, sabem que o gosto da angústia é doce. Sei demais e isso é uma dádiva do pecado, quanto mais se sabe... Mais a mágoa se prende ao corpo. Eu sei que sou apenas mais uma vela ao vento.
Continuar lendo