Não fazer nada
As vezes é fazer tudo.
Eu não me iludo
Com um dia
É tão aguardado
Tem um legado
Mas no fundo eu nem queria
Que tivesse chegado.
Desligado
Ligado
Rápido!
Devagar...
Vejo as horas passar
É um dia entediante
Mesmo que por um estante
Tudo seja relevante...
Na verdade é bem comum
Vou vivendo um por um
Até o dia findar
E eu ter que voltar
A trabalhar.
Mas folga mesmo é do serviço
E por mais que ninguém acredita nisso
A casa
Também é árdua.
Continuar lendo
O principal
Que não é banal
As vezes faz mal
Mas não é sal
E sim primordial
É aquele homem grande
Tipo cordilheira dos Andes
Intrigante
Ouvi-lo falar...
Muitos o chamam de louco
Deve ser pelo esporro
Mas sem isso não funciona.
Desmorona!
E nossa barriga?
- Ah, ela ronca!
Então aceite levar uma bronca...
Ele é astuto
Pra muitos estúpido
Mas não sabem conversar
E ainda querem reivindicar...
Respeito?
Isso vem do peito
É, não tem jeito
Tô satisfeito.
Confundir sentimentos é normal
Mas lá tem que ser profissional
E racional.
ELE É GROSSO!
(Todos diziam)
É porque não sabiam
A verdade.
Ele preza mesmo
A honestidade.
Muito esforço?
- "Ai meu dorso"
Tem que suar!
Afinal, você foi lá
Pra TRABALHAR...
Continuar lendo
Alimentar?
É de se esperar...
Já que me alimento tão mal
Daquilo que é banal
Uma hora será fatal.
Isso é real e até letal!
Eu estava ciente
Que precisava de nutriente
Pra nutrir essa minha vida
Que muito tempo foi escorrida
Era como uma ferida
Que nunca cicatriza.
Eu tinha baixa resistência
Mas era de viver
Será que eu vou morrer?
Só que todos nós vamos
E por mais remédios que tomamos
Tudo vai se encaminhando
Para fadiga aqui findando...
Eu estava esperando
Que algum remédio fizesse efeito
Seria tudo tão perfeito
Mas que pena, não é do meu jeito.
Um corpo quente
Nem sempre sente
Aquilo que o gelado sentiu
No dia que ele partiu...
Você sorriu
E viu
Eu me despedaçar por inteiro
E sem roteiro
Eu fui grosseiro
E ligeiro
Em dizer certeiro
Que: primeiro!
Seja verdadeiro
Consigo mesmo
E ame cada detalhe seu
Não importa quantos kilos perdeu
Ou ganhou
Ninguém contou!
Ou tá contando...
Vem cá estou...
Ti esperando!
Continuar lendo
Você se foi...
E eu não tive nenhum depois
Pois
Entrou naquele veículo
Sem nenhum vínculo
E foi seguindo
O seu caminho...
Como assim a culpa foi minha?
Eu tive que escolher entre você e minha família?
É, infelizmente
Me arrependo seriamente
Queria que fosse diferente
Queria ter cuidado mais de você
Quem sabe hoje você podia viver!
Porquê quando você foi embora uma parte de mim foi junto
É uma dor maior do mundo
É escuro
Obscuro
Esse é o luto...
Ficou comigo um tempo bom
Mas vêm de novo, então?
Só mais um pouquinho
Meu cachorrinho...
Aí, dói tanto!
Estou aos prantos
Não era esse o plano.
Eu ia ti levar pra longe daqui
A gente ia ser feliz
Mas enfim o destino não proveu
E você não sobreviveu
A tempo de me ver vencendo
E condições pra gente, eu tendo
É...
Mas eu entendo.
Expirou sua cota aqui em baixo
E por mais que isso não tenha encaixo
Nessa minha vidinha pacata
Eu tive um amor de 4 patas.
Seu apelido era Kiki
E de você eu não desisti!
Eu só não pude lutar mais
Mas ti esquecer não vou jamais!
Ontem deveria ser feriado
Para sempre
ETERNO KIABO.
Continuar lendo
Quero
Não quero
Não espero
Quieto!
Agitado!
É o legado
Ter essa mente turbulenta
Nem tenta...
Ninguém aguenta
Essa tormenta.
Experimenta
Gostar um pouco
Viver como louco
Sem levar nenhum esporro!
As vezes fica
As vezes vai
E as vezes trás
Algo de trás
Que eu queria ter esquecido
Não deveria ter acontecido
Agora fico com esse sentimento
Desaparecido.
Eu vou mudar
Mas mudar pra quê?
O porquê?
Não sei ti responder
Quero entender
Compreender...
Saber
Escrever
As vezes não vale a pena
Não é um emblema
Que a gente leva no peito
Não tem respeito
É desse jeito...
A visão cansada...
Não vou dizer nada
É esperada
A sua chegada!
Continuar lendo
Que loucura!
Não tem cura
Antes que ele descubra...
Essa mentira obscura
Errar é humano?
Mas chega a ser insano
Eu não medi os danos
Espera, tenho um plano!
Pra que se explique
E se justifique
Porque não há explicação
Você tem déficit de atenção?
Ou é só uma falta
Na alma
Que reflete
E você comete
Falhas imensas
A verdade dispensa
Talvez seja mesmo deficiência
Não tem ciência
Do que aconteceu
Você nem percebeu...
Que essa falta de inteligência
Ti levou a negligência.
A responsabilidade era minha
Eu fiz isso sozinha
A soberba eu que tinha
De achar que podia encontrar
Sem errar
Todas as respostas em mim mesmo
Esse foi o meu defeito
E não tem um jeito
De diminuir o efeito
Que isso causou
A insegurança foi o que restou.
Continuar lendo
A noite caí
Tudo se esvai
A noite trás forças que eu nem sabia que existia
Nem parecia
A mesma pessoa
Que já foi boa
Hoje só soa
Boatos ditos antes
(Ignorantes).
O amanhecer é uma meta a ser cumprida
Cura feridas
Ti joga pra cima
Ti arrisca
As vezes mente pra você
Ti enche de sonhos
E quando vai ver
Não tem nada a vê.
Era só ilusão de uma noite mal dormida
Que ti deixa deprimida
Reprimida
Comprimida
Espremida
Corrompida.
Na verdade o que todos querem é sonhar
Pra sair dessa realidade
Sem serenidade
Apenas vaidade
Cadê a honestidade?
Pura desvantagem!
Obviamente tinha em mente
No meu subconsciente
Algo inteligente
Que fosse bom pra gente
Mas o amanhã
Só a Deus pertence.
Continuar lendo
A gente fica
Quando algo irrita
A gente grita!
E até suplica.
Mas ninguém acredita...
Sentada aqui fora eu vejo o mundo
Tão imundo
Por um segundo
Perco a noção
E deixo de lado a razão
Pra abrir a porta da emoção.
Medo é um barulho muito grande
Sentido em silêncio
Já tem milênio
Que isso acontece
Mas não carece
De atenção
É previsão
O apavoro
Cantam em coro
O circo de horrores
Peguem seus cobertores!
E computadores
Receptores
Doutores
Senhores
Para parar aquilo de pior
Ou de melhor...
Depende do humor
Meu senhor...
Eu vejo
Sem desejo
No espelho
E só supondo...
Um grande estrondo!
Continuar lendo
Sono cruel
Que me faz ser o réu
De não fazer o que preciso
Procastinar? Que sem juízo!
Tanta coisa
Tanta tarefa
Demorei pra perceber
Que a vida não é uma festa!
É apenas uma lista de conquistas
Que quando chegar o final
Vai ser fatal
Até legal, senão fizer
Tudo igual...
O tempo se esgota
Até não sobrar uma gota
Daquilo que um dia foi um rio
(Muito sombrio).
Até mesmo um oceano
Ano após ano
Inundando, inundando
Mas
Tá acabando...
A insônia chega pra todo mundo
Até que possa dormir profundo
E se esquecer de acordar
Pra não lembrar
Que o relógio da vida
Vai despertar!
E não existe: "mais 5 minutinhos"
Quando a hora chegar.
É pular e acordar!
Pra vida! Que é tão corrida.
E tão sofrida
Mas merecida
Que valha a pena ser vivida.
Continuar lendo
Robô programado eu?
Nem se arrependeu
De ser tudo tão monótono
Nem é outono!
É ainda segunda feira.
Dia de recomeços...
Mas mesmo que eu queira
É só uma segunda feira...
Podia ser terça ou quarta
Pra que eu pudesse baixar a guarda.
Mas não, a rotina vive lado a lado
Que venha logo o sábado!
Sou programada a fazer sempre as mesmas coisas?
O que cabe ai dentro?
Tudo que um dia deixei de fora...
O sentimento aflora.
Como o saltar da aurora.
Sem demora...
Eu faço por fazer?
Ou pra que eu não venha me arrepender
De não ter feito
Direito...
É, não tem jeito!
Causa efeito
Bem maior do que eu esperava
Toda largada
Dessa vida de valores
Onde a maioria são dores
E os escritores?
Sobrevivem do pensar
Até pararem de amar...
E escutar...
Que já vem o findar.
Continuar lendo