Entre o Tempo e o Nada
O relógio insiste em seu canto frio, tic-tac que corta o vazio, as horas correm, feito trovão, mas eu permaneço na mesma estação. O tempo voa, veloz, sem estrada, minha alma corre, mas não chega a nada. Dias se apagam, viram fumaça, a vida me chama e a pressa me abraça. Ansiedade é vento que nunca se cala, empurra, derruba, mas nada embala. Sou corpo parado em pleno vendaval, um grito contido num eco mortal. Queria quebrar o vidro do instante, segurar a areia que escorre distante, voar com o tempo, soltar o coração, e achar no agora minha direção.
SuSu
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