Mente
Uma taça de vinho na mão, uma caneta e um caderno… Eu escrevo uma canção, ou penso naquele momento de prisão, que parecia a explosão de um vulcão. Mas, infelizmente, o caos que ficou em mim ainda se espalha pelo meu colchão. A bomba-relógio prestes a ser acionada é a minha mente — e o medo constante de me sentir fraco. Tá tudo bem. Tá tudo mal. Tá tudo certo. Tá tudo errado. Eu já nem sei mais qual é o nível do meu estado. Só sei que ficaram cicatrizes marcadas no meu corpo, e um marco ainda mais fundo tatuado na mente. E o pior é que a mente… mente. As mentiras que eu digo são sementes daquilo que ela plantou na nossa mente. É muito foda esse jogo de palavras — é o coração, é a alma, é a levada. Mas é difícil explicar que minha vida anda numa virada, numa mudança… ou, talvez, numa travada. Isso não é sobre mente. Ou é?
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