Meu coração fala mesmo quando você não me escuta
Meu coração fala, mesmo quando tu não escuta. Fala baixo, fala alto, fala torto mas fala. E às vezes eu queria que ele ficasse quieto, só pra eu não lembrar de você. Eu tava perdido. E tu chegou do nada, invadiu meus espaços, mexeu nas gavetas que nem eu abria. Mudou a forma que eu via o mundo, mudou a forma que eu via a mim mesmo. Mesmo quebrado, eu tentei te amar direito, como se amar fosse cura, como se você fosse luz. Mas você não viu o que batia aqui dentro, não enxergou nada além do próprio passo. Eu erro. Eu falo demais. Mas quando eu disse “eu te amo”, era tão real que doeu. Eu não sou perfeito, mas tentei ser tudo o que ninguém foi pra você. E mesmo assim, você não enxergou. Quando chove lá fora, parece que o céu chama teu nome. As gotas que caem no meu rosto não são chuva: é saudade que escorre devagar, queimando. Eu te dei até o que eu não tinha, até o que me faltava, e você tratou como se fosse rotina como se amar fosse obrigação. Eu te amei de um jeito que nem eu sabia amar. Você virou meu mundo e depois deixou tudo desabar, como se nada tivesse peso. Meu coração gritou, mas você sempre escolheu ignorar. E mesmo assim, eu ainda procuro você nos cantos onde sei que você não está. Se eu tivesse outra chance, faria tudo mais lento, pra você sentir, de verdade, cada centímetro do meu sentimento. Porque não era só desejo, não era só pele. Era futuro. Era vida. Era eu e você amor em estado bruto. Mas você preferiu um mundo onde eu não cabia. E eu fiquei procurando explicações no vazio, tentando entender por que amar é sempre se perder um pouco. E eu me perdi demais… no amor que coloquei nas tuas mãos. Se um dia você lembrar da gente, dos planos ingênuos que fizemos, volta. Nem que seja só pra ver o quanto eu lutei pra não te esquecer. Eu te amei de um jeito que nem eu sabia amar, e você deixou meu mundo em ruínas. E mesmo sabendo que você já não pensa em mim, meu coração ainda te procura te chama se repete. Hoje, eu deixo ele quieto. Porque amar sozinho não é amor. É desespero escondido.
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