O experimento de crescer.
A escuridão da noite, se esvaindo; uma duas três ... Estrelas vai sumindo! Pelo sol a cortinar, que de vagar a se achegar; Largado, invade. E folgado! como ele se espalha! Entra sem pedir licença! E tudo as escuras se esclarece! Lembro- me, que outrora pequenino; curioso como era! Saltava da cama para o chão; E minha mãe então chamava; vem comer logo queridinho! E eu corria sem calção! Com o meu lanche sobre a mesa; Pra cadeira eu olhava! Mas pra mim; era um gigante; que só queria o meu lanche! Uma montanha imaginava, pedregoso e perigosa. Queria então eu escalar ; e o monstruoso gigante, enfrentar! Pois para ele era um tesouro; e eu tinha que pegar! Pra ele não mastigar, entre rosnados e grunidos. Onde era tudo escuridão; Hoje; não há lugar pra se esconder! Figuras nas sombras; grande imaginação! Eu nada estava à entender! E agora a mim tudo é tão claro! Nada! como um dia após o outro! Na criancice, mocidade, era tudo tão! confuso! No momento então mudado. Como uma luz que se acende; Quase tudo eu entendo! Mas lá no fundo eu acredito , que a criança em mim existe ! E a vida ,vez em quando pode ser , ciranda, cirandinha !
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