Se eu me ajoelhar na sua frente
Tenha a gentileza
De segurar o meu cabelo
E me ajudar na "penitência"
Eu rezo com paciência, sem pressa
Para que na hora certa
Tu me convide para essa reza
E eu sinta o gosto do milagre
Escorrer por minha face...
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Coração quebrado
Seco, traumatizado
Mas desejo me escorre entre as pernas
Deixo a alma com seu amor
Entrego meu corpo com sua vontade
Me coma como uma puta.
Me abrace como se amasse.
Todas as tuas palavras na ponta da minha língua
Amargas e insípidas
A foda foi boa, o sexo maravilhoso
O carinho gostoso
O "amorzinho" inesquecível...
Obrigada por tudo menino
Mas nossa história mudou em dezembro
Hoje eu vou vendo se me entendo
Uma coisa tá na "cara"
Tal hora a história acaba
E tu nunca mais me vê pelada.
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Quero timidamente tirar tua roupa
Beijar tua boca como quem nunca teve sede
E depois do corpo entregue, nu em oferenda
Eu te mostro como os santos fazem Amor:
Desesperados, sofridos, em gemidos dramáticos
E quando o corpo já lânguido, recoberto por líquidos, e sem pudor
Estiver sobre o altar da tua cama
Tu descobre que eu faço sexo...
Mas faço sexo, como quem ama.
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Todas as palavras doloridas que proferiram a mim
Repousaram sobre meus ombros
As faces adoecidas que miravam-me
Fizeram-me escombros
Agora eu tiro o manto, e ando nua perante a Noite.
Imperfeições cintilantes
Admirem a metamorfose de um corpo despedaçando,
E uma alma recomeçando.
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Um olhar sobre meu corpo
E eu desejei que todas as luzes fossem apagadas
Um beijo sobre meu ombro
E eu despejei sobre teu colo todas as águas sagradas
Quanto tempo demora pra sufocar um amor?
Se teu toque ainda queima minha pele?
Se ainda persegue o meu silêncio?
Nunca mais fico pelada, na frente de outro corpo.
Nunca mais desnudo a alma, para nem um outro "cara".
Eu te agradeço, mas em mim focou saudade e trauma.
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Deixo tua língua correr o meu corpo
Com o desespero das nossas vidas
Parte de mim em tua boca
Corpos partidos em completude
Teu cheiro suave em minha roupa
Periferia social
Centro do meu desejo
Docemente selvagem
Eroticamente exposto
Foda-se a teoria
Imprime com força tua alma na minha.
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"_Não gosto quando escreves assim...
_Assim como?
_Coisas mornas, Insossa. Gosto quando tu derrama as vísceras sobre o papel, quando és vulgar, exagerada. Gosto quando tu é poetisa."
Passei, como fera saboreando a presa
A língua em teu pescoço
Meu ócio tornando-se fome
O que era tédio vira afeto
Silêncio notificações
Dou permissão ao tesão que nos consome
Não há mais nada entre nós
Não há mais nada apesar de nós
Prove-me
Sussurro implorando
Toque-me_Quase um pranto
E nossos gemidos calam os gritos da minha alma perdida
Passei, como um sedento se banha na chuva
A língua em tua alma
E eu, antes casta
Viro alguma deusa pregressa
Sensual e impúdica
Garoto, garoto...
Mal acaba e te provo de novo.
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A Beira Rio
Namorados, enamoram-se
E eu me afogo em nossas memórias
Você, que prometeu ficar
Foi embora
O vento gelado beija, minha face.
Contraste.
Lágrimas quentes afogam meu rosto
Eu enrijeço.
O rio segue meu caminho
"preciso encontrar o meu" penso.
Como as águas, impetuosamente.
Mas sou um náufrago
Dos meus próprios afetos
Sem terra firme
E levado pela maresia
Já chego à margem, sem Vida.
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